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Representantes da construção civil cobram repasses do governo para o MCMV

FOTO: Helene Santos
Um grupo de representantes do setor da construção civil realizou um protesto na manhã desta quinta-feira (5), na Praça Portugal, em Fortaleza, contra os atrasos nos repasses para o programa Minha Casa Minha Vida (MCMV). Segundo o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará (Sinduscon-CE), André Montenegro, os rapasses para a faixa 1 do programa, que até o ano passado era feito em dois dias, já estão com mais de 80 dias de atraso.

“Além das construtoras, esses atrasos estão prejudicando toda a cadeia, desde fornecedores, corretores e operários”, diz Montenegro. O ato, iniciado por volta das 9 horas ocorre no mesmo dia em que o Ministro da Economia, Paulo Guedes, visita Fortaleza. Os representantes da construção civil também reivindicam a manutenção do FGTS como fundo de recursos para o MCMV.

“O maior atraso se dá na Faixa 1, mas as faixas 1,5, 2 e 3, que são as faixas de mercado, compreendem as pequenas construtoras, que tem uma penetração muito grande no Brasil. Então esse pessoal está sofrendo com imbróglio burocrático. Já faz mais de 42 dias não se contrata mais 1 imóvel em Fortaleza, em nenhum canto”, diz Montenegro.

Segundo o presidente do Sinduscon-CE, o problema se dá por priorização de recursos por parte do governo. “O Ministério do Desenvolvimento Regional foi muito contingenciado. Tem que descontingenciar, porque a indústria da construção é a locomotiva do nosso País. Então, a gente está lutando por isso, que seja mantido esse programa”, diz.

De acordo com o Sinduscon-CE são mais de 700 empresas no Estado que atuam no segmento do MCMV, que geram mais de 70 mil empregos diretos. “Hoje, dois terços desses funcionários trabalham no Minha Casa Minha Vida”, diz Montenegro.

Tales Fontenele, diretor da TM Construtora, diz que sua empresa está com mais de 70 dias de atraso, o que vem repercutindo nos empregos. “Tem muitas empresas desligando operários por conta desses atrasos. Precisamos de uma solução”, diz. “O recurso existe, mas a burocracia faz com que todo o setor pare na espera desses repasses. Hoje estamos trabalhando sem planejamento. Não sabemos quando esse recurso vai chegar de fato para que a gente possa planejar obras futuras”.

Orçamento 2020
Durante a apresentação do orçamento para 2020, realizada no final de agosto, o governo anunciou que, para cumprir o teto de gastos, estuda, entre outras medidas, a suspensão de novas contratações do MCMV, que pouparia cerca R$ 2 bilhões. Na ocasião, o secretário especial adjunto de Fazenda, Esteves Colnago, afirmou que o compromisso do governo é garantir as contratações já feitas no Minha Casa Minha Vida, mas o secretário não fez comentários sobre novos contratos.                                      (Diário do Nordeste)

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