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Molécula preservada de dinossauro é encontrada em fóssil da Chapada do Araripe

O fóssil encontrado pertence a um pterossauro voador de tamanho
médio, com aproximadamente três metros de envergadura e uma
crista alta na cabeça. FOTO: Museu Nacional do Rio de Janeiro
Moléculas bem preservadas de um fóssil datado de 110 milhões de anos foram localizadas na região do Araripe, sul do Ceará. A descoberta faz parte de um estudo que foi publicado nesta segunda-feira (4) na revista científica Scientific Reports, do grupo Nature. A molécula é responsável pela pigmentação de seres vivos. 

O fóssil encontrado pertence a um Tupandactylus, um pterossauro voador de tamanho médio, com aproximadamente três metros de envergadura e uma crista alta na cabeça, utilizada, entre outras coisas, para atrair parceiros, segundo os estudiosos. O bom estado de conservação do material foi comemorado pelos pesquisadores. "Parece que o pterossauro morreu ontem”, relatou Felipe Pinheiro, paleontólogo da Universidade Federal de Pampa (Unipampa, no Rio Grande do Sul), responsável pela descoberta. 

Felipe e Gustavo Prado, do Instituto de Geociência da Universidade de São Paulo (USP), lideraram as pesquisas junto a cientistas de diversos países, como Japão e Estados Unidos. O estudo foi financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Crista encontrada pelos paleontólogos
FOTO: Reprodução/Scientific Reports
“Isso ainda é muito distante de Jurassic Park”, brincaram os pesquisadores em uma notícia publicada pelo jornal da Universidade de São Paulo (USP). Outros fósseis de Tupandactylus já foram encontrados na Chapada do Araripe, mas este preservou bem a crista do animal. Entretanto, ainda não é possível definir a cor deste pterossauro. 

“A melanina é uma das moléculas mais resistentes aos processos de fossilização. Enquanto os outros compostos são degradados com o passar do tempo, esse pigmento resiste de forma mais ou menos intacta”, explica Gustavo Prado, especialista em pigmentos fossilizados.                          (Diário do Nordeste)

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