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Passageiros reclamam de aumento da passagem intermunicipal no Ceará

FOTO: Halisson Ferreira
Usuários de ônibus no interior do Ceará e Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) estão insatisfeitos com o reajuste da passagem do sistema de transporte rodoviário intermunicipal do Ceará. O aumento de 15,4% foi aprovado em 18 de outubro pelo Conselho Diretor da Agência Reguladora do Estado do Ceará (Arce).

De acordo com a estudante Débora Barros, que mora em Fortaleza e vai pelo menos uma vez por semana visitar os parentes no distrito de Guanassés, entre os municípios de Pacajus e Cascavel, ela foi pega de surpresa com o reajuste, que já é o segundo do ano.

"Teve um outro reajuste em março, que teve um aviso que subiria o preço, como já é de costume. Mas nesse segundo aumento não avisaram nada”, comenta a estudante, que paga o preço de uma passagem inteira por não possuir carteira de estudante. A passagem que custava até 18 de outubro R$ 9,40 agora é R$ 10,85. O deslocamento entre Fortaleza e a casa de seus pais é de cerca de 70 quilômetros.

Transtorno
O estudante Felipe Klisma também relata transtorno causado pelo aumento da passagem. Isso porque ele, morador do distrito de Caponga, em Cascavel, gasta mais de R$ 50 mensais em tarifas de ônibus intermunicipal.

“Isso é tirando os ônibus que eu pego aqui em Fortaleza diariamente para ir à faculdade.Você fica sabendo do aumento na hora que vai pagar, você não tá preparado pra isso. A gente liga pra lá reclamando e eles tem um telefone que não atendem e isso é um grande problema da empresa com o usuário a falta de comunicação”, relata.

A empresa de transportes São Benedito, a mesma que Débora e Felipe usam para se deslocar, afirmou que não iria se pronunciar sobre o aumento do preço da passagem. Além dela, outras quatro empresas sofreram reajuste nos preços: a Fretcar Transportes Rodoviários, Viação Princesa dos Inhamuns, Expresso Guanabara e Auto Viação Metropolitana.

Revisão
Segundo a Arce, é procedimento comum promover a revisão tarifária dos preços."Conforme preveem os contratos de concessão vigentes, cabe à Agência Reguladora realizar a revisão tarifária de acordo com os pareceres da Coordenadoria Econômico Tarifária e da Coordenadoria de Transportes que, juntas, analisam os parâmetros técnicos e coeficientes de consumo visando as possíveis alterações nas tarifas das linhas”, diz nota enviada pelo órgão.

A Arce diz ainda que os aumentos são para contribuir com a melhora da qualidade dos serviços prestados pelas empresas.                 (G1 CE)

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