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Sessão da Assembleia no Cariri é marcada por simbolismos políticos

O governador foi um dos homenageados com miniatura da
estátua do Padre Cícero. FOTO: Dario Gabriel
No primeiro momento, a sessão itinerante da Assembleia Legislativa causou estranheza em pessoas que passavam na Praça do Cinquentenário, em Juazeiro do Norte. Um vendedor ambulante observava, perguntando a um amigo do que se tratava. Ele só compreendeu o ato político quando viu o governador Camilo Santana (PT), acompanhado do presidente da Assembleia, José Sarto, e uma grande comitiva, entrando no Memorial Padre Cícero, que recebeu os deputados estaduais e outras lideranças locais.

Muitos, porém, superlotavam o auditório - a capacidade era de 300 lugares. Um calor que só não era maior do que a temperatura do local. Talvez, a quentura política estivesse no mesmo nível, tendo em vista os grupos locais que formam a base de Camilo Santana, mas que divergem entre si e, no próximo ano, devem se chocar nas urnas.

A sessão foi uma mistura de discursos políticos com a solenidade em comemoração aos 50 anos da estátua do Padre Cícero. O 'Padim', aliás, foi a estrela maior da festa, embora tenha dividido um pouco de espaço com Camilo. Teve de tudo um pouco, inclusive, homenagem ao ex-senador Eunício Oliveira, que também recebeu o reconhecimento do governador por ter articulado o recurso para a construção do teleférico do Horto, no valor de R$ 70 milhões, parceria do Estado com o Ministério do Turismo. A ordem de serviço foi assinada também ontem.

Regimento
Nos discursos, os parlamentares priorizaram temas de política e os voltados à região. A sessão itinerante é uma imposição do Regimento Interno da Assembleia e, na avaliação dos parlamentares, aproximam a Casa da população.

Jadson Henrique Rodrigues, que representava o Sindlojas de Juazeiro no evento, concorda. Ele avalia a necessidade de o parlamento se aproximar mais da região para desenvolver potenciais econômicos como o turismo, não só religioso, mas de natureza.

O presidente José Sarto disse que pretende fazer duas sessões desse tipo por ano, considerando as macrorregiões do Estado. Em entrevista, ele disse que irá propor isso aos colegas e eleger critérios para os próximos eventos.

Política
O evento da Assembleia foi marcado também pelos simbolismos políticos do Cariri. A ampla aceitação do governador Camilo Santana contrastava com o clima de acirramento político entre aliados do governador que devem se enfrentar na eleição do ano que vem.

Rompidos politicamente, o prefeito José Arnon (PTB) e o vice, Giovanni Sampaio (PSD), tiveram que dividir o mesmo espaço ao lado de Camilo. Giovanni quer disputar a Prefeitura, Arnon deve concorrer à reeleição. Ele diz acreditar no diálogo com Cid e Camilo, a despeito das dificuldades.

Lá, o PT, de Camilo, não integra a base do prefeito. Manoel Santana comanda o partido e quer ter candidato próprio, um dos nomes é o do vice-presidente da Assembleia, Fernando Santana, próximo de Camilo. A decisão do STF que resultou na soltura de Lula, ainda na manhã de ontem, antes de o fato se consumar, já animava a militância petista.

Outra liderança política que esteve com o governador foi o ex-prefeito Raimundo Macedo, o Raimundão. Ele diz não querer ser candidato, mas já tem gente de olho no capital político dele.

Um cenário político conturbado em um município que enfrenta turbulências. Só muita reza ao "Padim" para pacificar a base governista.                          (Diário do Nordeste)

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