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Batalhões seguem ocupados no 5º dia de paralisação dos PMs no Ceará

Quatro ruas no entorno do 18º Batalhão em Fortaleza estão tomadas
de carros da polícia parados neste sábado (21). FOTO: Fabiane de Paula
Batalhões da Polícia Militar seguem ocupados na manhã deste sábado (22) em Fortaleza e cidades do interior do estado, no quinto dia de paralisação de policiais do Ceará. Pelo menos três unidades seguem inoperantes e com PMs amotinados. Um das primeiros a registrar motim, o 18º Batalhão da Polícia Militar, no Bairro Antônio Bezerra, na capital, está rodeado de carros da polícia com pneus esvaziados nesta manhã. Policiais e familiares estão dentro da unidade. 

Desde terça-feira (19), homens encapuzados que se identificam como agentes de segurança do Ceará invadiram quarteis e depredaram e esvaziaram pneus de veículos da polícia. Policiais militares reivindicam aumento salarial acima do proposto pelo governador Camilo Santana. A Secretaria da Segurança do estado considera os atos "motim" e vandalismo". Em meio à paralisação, 51 homicídios foram confirmados no estado até as 23h59 de quinta-feira (20). 

A reportagem percorreu batalhões de Fortaleza e da região metropolitana neste sábado e constatou que, além do 18º Batalhão, pelo menos outras duas unidades estão inoperantes e com PMs amotinados: o 22º, no Bairro Papicu, e o 12º Batalhão, na cidade de Caucaia. No 12º, há cerca de 30 carros da corporação parados e movimentação de policiais paralisados na rua. 

Em Juazeiro do Norte, PMs do 2º Batalhão se concentram no estacionamento do Vapt-Vupt da cidade. Até esta sexta-feira (21), ao menos 10 dos 43 batalhões do estado estavam ocupados pelos manifestantes. 

Ocorrências 
Entre a noite de sexta-feira (21) e a madrugada de sábado (22), diversas ocorrências policiais foram registradas em Fortaleza, na região metropolitana e no interior do estado. Duas irmãs foram mortas a tiros na cidade de Pacatuba, na Grande Fortaleza. Na capital, uma dupla tentou assaltar um policial à paisana, mas o agente reagiu e os dois suspeitos acabaram morrendo. Também em Fortaleza, no Bairro Planalto Ayrton Senna, um homem foi assassinado a tiros na frente da mãe idosa na noite de sexta. 

O G1 entrou em contato com a Secretaria da Segurança Pública e aguarda posicionamento sobre o número de crimes ocorridos nas últimas 24 horas. 

O movimento também tem fechado batalhões – nesta sexta, ao menos 9 dos 43 estão ocupados pelos manifestantes – e atacado carros oficiais, que têm os pneus esvaziados para não poderem ser utilizadas. 

A segurança nas ruas do estado foi reforçada com a presença de 2,5 mil soldados do Exército Brasileiro, dentro da Operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) decretada pelo presidente Jair Bolsonado para o Ceará, além de 150 agentes da Força Nacional que já estão no Estado para conter a crise na segurança pública após o motim de parte dos policiais militares. 

Outros 150 agentes da Força Nacional devem chegar ao Ceará neste fim de semana, segundo o comandante de 10ª região militar, Fernando da Cunha Mattos. 

As Forças Armadas atuam, principalmente, no patrulhamento em cidades da Região Metropolitana de Fortaleza desde a manhã desta sexta, e o envio para o interior vai depender da necessidade, segundo o Exército.                                (G1 CE)

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