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Bolsonaro incentiva ato anti-Congresso via WhatsApp e gera repúdio

Presidente Jair Bolsonaro. FOTO: Marcos Corrêa
O presidente Jair Bolsonaro está compartilhando via WhatsApp um vídeo que convoca a população para um ato em sua defesa marcado para 15 de março. As imagens, divulgadas pela jornalista Vera Magalhães e confirmadas pela Folha de S. Paulo, mostram o atentado a faca sofrido pelo presidente e defendem ações como o fechamento do Congresso Nacional. 

Depois da veiculação da notícia, diversas entidades da sociedade civil reagiram em repúdio ao ato do presidente. No Twitter, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) criticou o ato de Bolsonaro. "A ser verdade, como parece, que o próprio Pr [presidente da República] tuitou convocando uma manifestação contra o Congresso (a democracia) estamos com uma crise institucional de consequências gravíssimas. Calar seria concordar. Melhor gritar enquanto de tem voz, mesmo no Carnaval, com poucos ouvindo", disse.

O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) também repudiou a notícia: "Se o próprio presidente da República convoca manifestações contra o Congresso e o STF, não resta dúvida de que todos aqueles que prezam pela democracia devem reagir. É criminoso excitar a população com mentiras contra as instituições democráticas e sem causa nenhuma”, diz. 

Convocadas para 15 de março, as manifestações em defesa de Bolsonaro foram impulsionados por uma fala do ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, que atacou o Congresso e o chamou de "chantagista" na semana passada. Nas redes sociais, diversos deputados bolsonaristas, como Carla Zambelli (PSL-SP) e Filipe Barros (PSL-PR), incentivaram os atos e reforçaram ataques ao Legislativo e ao Judiciário. 

O vídeo, de 1 minuto e 40 segundos, tem tom messiânico e usa o Hino Nacional tocado em saxofone como trilha sonora. "Ele foi chamado a lutar por nós. Ele comprou a briga por nós. Ele desafiou os poderosos por nós. Ele quase morreu por nós", diz o vídeo, que sugere que políticos são "inimigos do Brasil".                                           (O Povo)

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