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Ceará reduz em 34% notificações de doenças diarreicas no início de 2020

Casos graves de doenças diarreicas diminuíram
54% no Ceará. FOTO: Alex Pimentel
O número de casos de Doenças Diarreicas Agudas (DDA), conhecidas como "viroses da mosca", caíram 34% nas primeiras semanas de 2020 no Ceará. Foram registradas 32.469 notificações nas cinco primeiras semanas deste ano, de acordo com o relatório da Secretaria de Saúde do Estado (Sesa) sobre doenças de notificação compulsória. Em 2019, foram 49.069 registros no mesmo período. 

Comum durante o período chuvoso cearense, que acontece entre os meses de fevereiro e maio, as DDAs podem ser virais ou bacterianas. Apesar do nome popular, a enfermidade não é transmitida pela mosca e sim pelo contato com pessoas contaminadas. Além da diarreia, febre, náusea e dor de cabeça podem indicar a presença da doença. 

O infectologista Anastácio Queiroz, professor de clínica geral na Universidade Federal do Ceará (UFC), explica que a redução nas notificações está dentro do esperado. “Nossas condições de saúde melhoraram, por isso, ao longo dos anos, o número de casos vem diminuindo” conta. 

É difícil apontar uma causa específica para a queda, segundo o infectologista. “Diferente do que a população pensa, as doenças diarreicas não tem relação necessariamente com as moscas. Elas são causadas por protozoários, bactérias, vírus. São muitos fatores causadores”, justifica Queiroz. 

De acordo com os levantamentos, crianças entre cinco e nove anos são faixa etária com menor redução no intervalo, com queda de 25% no número de casos. “Nessa idade, o sistema imunológico ainda não está formado” alerta Queiroz. “Além disso, a boca é a principal porta de entrada para as infecções, e nessa idade é comum que a criança pequena coloque leve tudo à boca”, completa.

O maior impacto foi sentido na faixa etária de um a quatro anos de idade, que diminui mais da metade do número de registro: 54% dos casos a menos do que o ano passado. 

Desidratação 
Em um ano reduziu, também, o número de pacientes atendidos com desidratação elevada. No ano passado, foram contabilizados 9.782 atendimentos com desidratação grave, contra 4.594 notificações em 2020, uma queda de 54%. 

Os casos foram avaliados de acordo com classificação do Ministério da Saúde (MS). A pasta considera três níveis de desidratação para indivíduos com sinais de diarreia. Cada um contém um plano de atendimento específico. O plano de atendimento A é destinado a pacientes com sintomas leves, sem sinal de desidratação. Já o plano B, é voltado para quem chega à unidade de atendimento com um quadro moderado. O plano C acolhe pacientes com alto nível de desidratação. 

Júlia Araújo, assessora técnica de Doenças Diarreicas Agudas da Sesa, alerta que casos de desidratação elevados devem recorrer à Unidades de Pronto Atendimento (UPA). 

“Paciente com esse quadro sintomático devem ir direto para as UPAS para receber tratamento à base de soro, seja via oral ou intravenosa, e não passar por Postos de Saúde” informa. “A Sesa está sempre trabalhando junto à população e aos profissionais de saúde, para conscientizar sobre a importância de lavar as mãos e tratar os alimentos”, explica.                              (G1 CE)

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