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Governo do Ceará estuda isolar grupos de risco do novo coronavírus em hotéis

Secretário da Saúde do Ceará disse que o estado pode utilizar
hotéis como forma de isolar grupos de risco. FOTO: José Leomar
O Governo do Ceará estuda a possibilidade de utilizar leitos de hotéis para abrigar pessoas que se enquadram nos grupos de risco de contração do novo coronavírus. A informação foi dada pelo secretário estadual da Saúde, Carlos Roberto Martins, o Dr. Cabeto, em entrevista ao G1. 

"Estamos em discussão com o governador (Camilo Santana, PT), o presidente da Associação dos Hotéis, para que a gente proteja as populações de mais alta fragilidade. Isso é uma discussão polêmica, tem questões éticas, sociais, mas já estamos discutindo há uma semana", pontuou Dr. Cabeto. 

Segundo ele, a medida teria efeito sobre pessoas como grávidas com gestação de risco, idosos mais fragilizados que moram em residências onde não é possível manter um isolamento adequado. 

Testes rápidos 
Seguindo a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) de expandir as testagens de pacientes suspeitos de Covid-19, o governo do Ceará adquiriu 350 mil testes rápidos. As coletas via gota de sangue deverão ser ofertadas até a próxima terça-feira (31) com resultados para a doença entre cinco a dez minutos.

O número de casos confirmados de pacientes com coronavírus no Ceará subiu para 185. A quantidade de casos suspeitos e os descartados não são mais divulgados. 

Atualmente, o Ceará colhe diariamente uma média de 300 amostras respiratórias de pacientes. Com o teste rápido, a expectativa da Secretaria Estadual da Saúde (Sesa) é que o número de coletas dobre. 

Segundo o Dr. Cabeto, profissionais de saúde, como médicos, enfermeiros e técnicos, terão prioridade no acesso aos testes. 

“É importante que os trabalhadores de saúde tenham o diagnóstico precoce, uma proteção especial, porque o resultado do atendimento depende muito da disponibilização da mão de obra qualificada. É preciso evitar que aconteça essa contaminação, pois eles são fundamentais e têm feito um esforço sem igual”, justifica Dr. Cabeto.                       (G1 CE)

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