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Áreas com seca diminuem em abril no Ceará, segundo Funceme; Cariri deixa de fazer parte da área de seca fraca

O Monitor de Secas do Nordeste aponta que o Ceará fechou abril de 2020 com diminuição da área com seca fraca e o aumento do território sem seca. Em comparativo com o mês de março, a faixa da seca fraca que englobava a metade do território do Estado se posiciona em abril em parte do Vale do Jaguaribe e Centro-Sul. As regiões do Sertão de Crateús e Cariri deixaram de fazer parte desta seca fraca (ver quadro abaixo).


Comparativo do mapa Monitor de Secas nos meses de abril e março
A seca fraca (área amarela), segundo o estudo, ocasiona a diminuição do plantio e crescimento de pastagens. Os municípios pertencentes a esta faixa começam a apresentar déficits hídricos prolongados e o plantio quase não é recuperado. A área sem seca é representada pela cor branca. 

O estudo aponta ainda que no Ceará, os totais mensais de chuva variaram de normal a acima da normalidade em quase todo o estado, com exceção da faixa Centro-Norte, onde ocorreram desvios negativos de precipitação. Esta condição com predomínio de anomalias positivas de chuva, somado à melhora nos indicadores de curto e longo prazo, contribuíram para a redução da severidade da seca, que agora apresenta apenas condição de seca fraca, com impactos de longo prazo. 

O levantamento é da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) em conjunto com outros institutos de meteorologia do Nordeste e coordenado pela Agência Nacional das Águas (ANA). 

Outros tipos de seca 
A seca moderada ocasiona perda de córregos, reservatórios ou poços com níveis baixos, algumas faltas de água em desenvolvimento. A seca grave representa perda total das pastagens programadas, escassez de água e restrições de água impostas. 

E a seca extrema gera grandes perdas das pastagens e a escassez de água é generaliza. E a seca excepcional, gera perda total das plantações, escassez de água nos reservatórios, córregos e poços de água, criando situações de emergência. 

Situação dos açudes 
O Estado está com 39 açudes sangrando e outros 56 reservatórios com volume acima de 90%. Os maiores açudes do Ceará, como por exemplo, o Castanhão, principal reservatório a abastecer a Grande Fortaleza, tem 15,69% da capacidade máxima. Já o Orós, segundo maior açude do estado, tem 26,73% do volume máximo. E o Banabuiú está com 12,20%. 

Sobre o Monitor 
O Monitor de Secas promove o monitoramento regular e periódico da situação da seca, por meio do qual é possível acompanhar sua evolução, classificando-a segundo o grau de severidade dos impactos observados. 

O projeto é coordenado pela Agência Nacional de Águas (ANA), com o apoio da Funceme, e desenvolvido conjuntamente com diversas instituições estaduais e federais ligadas às áreas de clima e recursos hídricos.                     (G1 CE)

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