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Escola usa mototaxistas para entregar atividades a alunos sem acesso à internet no Interior


A pandemia de Covid-19 mudou a realidade no ensino e, com isso, as escolas da rede pública do Ceará se adaptam à nova realidade. Os encontros virtuais vêm sendo a saída diante da impossibilidade de realizar as atividades presenciais. Porém, sem acesso à internet em casa ou com conexão limitada pelos contextos socioculturais, muitos estudantes enfrentam dificuldades para receber os conteúdos de forma virtual. 

Neste contexto, a Escola de Ensino Médio em Tempo Integral (EEMTI) Antônio Raimundo de Melo, no município de Carnaubal, interior do Ceará, encontrou uma saída curiosa e eficaz para proporcionar o processo de ensino-aprendizagem de seus estudantes. Trata-se do ‘Delivery Armelo’, iniciativa que consiste na entrega de atividades impressas aos alunos que não podem participar dos encontros virtuais.

As entregas acontecem quinzenalmente e obedecem as normas de segurança para evitar a propagação do vírus, com os entregadores usando máscaras e álcool gel. O projeto funciona com um esquema de parceria entre os Professores Diretores de Turma (PDTs) da escola, pais de alunos e até mototaxistas da região. O serviço atende 40 alunos das comunidades São José, Olho D’água, Buriti; além dos bairros Beira Rio, São Luís e Cruzeiro. 

Desafio e Superação 
Segundo a direção da escola, a média de estudantes sem conexão ou com serviço de internet limitado chega a ser de 40%, percentual que pode variar semanalmente. “Temos alunos que usam dados móveis e numa determinada semana têm acesso, na outra não”, explica a diretora da instituição, Ana Cláudia Oliveira. Apesar disso, sente que a situação vem melhorando: "Ao longo da ampliação do período de isolamento muitas famílias foram buscando saídas". 

Para ela, isto revela a complexidade dos desafios encontrados no contexto educacional frente à pandemia. “Encontramos realidades diversas, desde falta de acesso à internet, internet de baixa qualidade ou o fato de não possuírem aparelho celular ou notebook. Tal constatação nos incomodou muito. Como chegar a esse aluno?”, lembra a diretora. 

Para o professor da área de Linguagens e diretor de turma, Janiel Sampaio, “desafio e superação” são as palavras que definem este momento. “Ninguém estava preparado, no entanto, estamos dando o nosso melhor. Há dias que fico de 9h a 12h sentado, produzindo conteúdo. Não somos profissionais formados em tecnologias, mas, atualmente, para atender as mais distintas demandas de nossos alunos, estamos nos reinventando”, frisa.                             (Diário do Nordeste)

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