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Feiras livres e comércio informal ainda não têm data para o retorno das atividades no Ceará, diz secretário da Saúde

FOTO: Helene Santos
Feirantes, vendedores ambulantes e trabalhadores do comércio informal ainda não serão contemplados com o retorno das atividades nas primeiras fases do plano de retomada econômica do Ceará, anunciado nesta quinta-feira (28) pelo governador Camilo Santana. A informação é do secretário da Saúde, Carlos Roberto Marinho, o Dr. Cabeto, que alega a necessidade de se estabelecer a segurança da população em relação à transmissão do novo coronavírus (SARS-CoV-2). 

"Nessa fase de transição não estão liberadas essas atividades que envolvem aglomeração. Vai ficar bem especificado dentro do decreto. Ou seja, utilização dos espaços públicos, feiras livres, ainda não estão liberadas. Precisamos entender que não houve ainda flexibilização. Essa fase de transição que vai correr durante sete dias é pra que aqueles indicadores que apresentamos ontem, que seja redução das taxas de óbitos por 14 dias, redução de leitos de UTI e do número de casos, realmente se consagrem", explica o titular da pasta.

A liberação das atividades informais ainda passará por análises das equipes do governo, que está elaborando protocolos específicos para que o setor volte a operar sem comprometimento à rede de saúde do estado. 

"A gente sabia que o maior número de empregos nosso é no comércio e nós temos aí a questão da informalidade. Mas nesse primeiro momento era necessário ter segurança. E tudo aquilo que ampliou é uma espécie de teste. Vamos tratar em decretos, cada fase dessas é emitido um decreto onde o estado trata especificamente dos critérios. Isso é muito importante, porque nós entendemos a aflição dessas pessoas, mas precisamos entender que a gente precisa caminhar. E se não tivermos toda a segurança, pode ter que retroceder, ter o prejuízo de vidas pras pessoas, e também econômico", salienta Dr. Cabeto. 

Fiscalização de empresas 
As empresas que poderão retornar às atividades a partir desta segunda-feira (1º) já passarão por uma fiscalização mais frequente, conforme adiantado por Dr. Cabeto. Alguns setores do comércio, como lojas de construção civil e estabelecimentos relacionados a saúde, como óticas, serviços de podologia e terapia ocupacional, já poderão funcionar com 30% de sua capacidade. Contudo, receberão visitas de equipes da secretaria da Saúde para verificar as condições colocadas a funcionários e clientes. 

"Estamos estruturando nossa equipe de vigilância durante todos os fins de semana nós estamos organizando os turnos de trabalho em turnos extras, pra que a gente possa, no início, orientar e garantir que as empresas estão seguindo todos os planos. Os próprios setores de vigilância epidemiológica e vigilância sanitária vão fazer um rodízio diário na maioria dessas empresas pra que a gente possa garantir isso". 

Dentre os pontos analisados pela secretaria da Saúde, estão o distanciamento entre funcionários, o uso de máscaras, além de inquérito sorológico, ou seja, identificar trabalhadores que já têm anticorpos para a Covid-19 e verificar se apresentam sintomas. Recomenda-se ainda a higienização do ambiente em, pelo menos, três turnos "Esses protocolos estão em fase de finalização e devem ser disponibilizados em breve para todas as empresas", pontuou Dr. Cabeto.                    (G1 CE)

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