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Seis setores apresentam ao Estado plano para retomar atividades

Cadeia do Turismo propôs subsídios para protocolos de condutas sanitárias e físicas para empresas do setor FOTO: NILTON ALVES
Seis câmaras setoriais e temáticas já apresentaram ao Governo do Estado protocolos de segurança com o intuito de informar às autoridades como pretendem voltar ao trabalho, após o fim do isolamento social imposto para reduzir a contaminação por novo coronavírus no Estado. Os setores de flores, economia do mar, automotivo, energias renováveis, turismo e eventos e construção civil e imobiliária propuseram medidas sanitárias, mas ainda não arriscam estimar um prazo para a retomada das atividades. 

Segundo o secretário do Desenvolvimento Econômico e Trabalho (Sedet), Maia Junior, a medida é positiva à medida que os segmentos estão se antecipando aos protocolos que serão apresentados pela Secretaria da Saúde (Sesa).

"As necessidades são propostas deles retomarem as atividades, de acordo com o protocolo da Organização Mundial da Saúde (OMS). No trabalho que a gente está fazendo, a Secretaria da Saúde está elaborando esses protocolos. Algumas empresas estão se antecipando, e isso é muito bom". 

De acordo com o titular da Sedet, a equipe técnica que estuda a reabertura gradual da economia deve concluir nesta semana partes de um plano de retomada econômica. 

"Era para a gente ter concluído os estudos na segunda-feira (11) e não foi possível. A equipe técnica pediu a prorrogação e esperamos concluir nesta semana pelo menos a parte da saúde e a parte econômica deste plano. Depois, vamos apresentar ao secretário Élcio (Batista, secretário chefe da Casa Civil), que vai apresentar depois ao governador Camilo Santana", acrescenta Maia Junior. 

Ele também afirma que os protocolos que as câmaras estão elaborando dizem respeito ao correto funcionamento seguindo as normas estabelecidas pela Secretaria da Saúde e OMS. "Como testes de temperatura de funcionários e clientes, higienização do local, uso de máscaras, de álcool em gel, distanciamento social, entre outros. Cada tipo de negócio vai ter que fazer o seu protocolo, dependendo do tipo de atividade", explica. 

Turismo e eventos 
Afetados pela crise econômica causada pela pandemia do novo coronavírus, os setores produtivos cearenses representados pelas Câmaras Setoriais e Temáticas do Estado têm contribuído para o plano de retomada das atividades econômicas. Atualmente, cabe à Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece), vinculada à Sedet, reunir os planos de proposições de diversos segmentos. 

A presidente da Câmara Setorial de Turismo e Eventos, Anya Ribeiro, diz que o segmento fez proposições que constituem subsídios para protocolos com condutas sanitárias e físicas que cada atividade deve proceder e para passar ao hóspede que usar o serviço mais segurança. 

"São instrumentos que vão se tornar protocolos pela comissão de Saúde do Governo do Estado. Mesmo que as atividades sejam diferentes, algumas medidas são comuns", afirma a presidente da CT. 

Ela cita, por exemplo, que nos eventos haverá mais espaço entre as cadeiras dos participantes, profissionais que atendem os turistas deverão usar máscaras e luvas, entre outras medidas de segurança sanitária já definidas. 

"Nós não trabalhamos com nenhum cronograma (de retorno às atividades) porque estamos observando o cronograma do Estado. O que eu posso te dizer é que o setor do turismo foi o primeiro a parar e com certeza vai ser o ultimo setor a retomá-las", acrescenta. 

Automóveis e peças 
Na Câmara Setorial Automotiva, o impacto no segmento foi de 80% das vendas, conservando a porcentagem remanescente com a ajuda do e-commerce. "Nossa proposta foi de começarmos a retomada a partir do dia 21 de maio, com diversas adaptações", diz Everton Fernandes, presidente da Câmara Setorial Automotiva. 

Entre as medidas sugeridas está a redução do horário de funcionamento, o uso contínuo de máscara e álcool pelos funcionários, o afastamento das pessoas que compõem o grupo de risco, a escala de colaboradores e higienização dos carros após teste drive. 

Economia do mar 
O presidente da Câmara Setorial de Economia do Mar, Roberto Gradvohl, explica que o setor abrange o turismo e segmentos que não pararam de funcionar. "Os portos, a industrialização e o processamento de pescados continua funcionando, por se tratarem de serviço essencial". 

Mesmo assim, de acordo com ele, houve um impacto sobre pesca de 20%. "Nos portos ainda não houve alterações, devemos sentir daqui a 60 ou 90 dias. É algo que tem que ser estudado, mas precisamos ter paciência nesse momento", indica Gradvohl. 

Flores 
A Câmara Temática de Flores espera um retorno focado no mercado externo. "Nós temos um projeto que visa inserir novas variedades de flores ornamentais no Estado, buscando um melhor valor agregado", explica Gilson Gondim, representante do setor. 

O inverno regular colaborou para que as colheitas sejam otimistas. "Com o bom armazenamento de água, nós temos, pelo menos, dois anos de segurança. Então, a retomada deve ser assim: novos produtos e um foco maior na exportação", reitera. 

Sobre o impacto nas atividades, a mensuração nas empresas de pequeno porte ainda está indefinida. "De aproximadamente 200 produtores que temos no Ceará, 190 são pequenos e eles eu ainda não vejo como alcançar. Para os grandes, o impacto foi perto de 70%. Então, muitos dos pequenos pararam ou vão desaparecer", afirma Gilson. 

De acordo com o presidente da CT de Flores, mais da metade dos empregos tendem a manter-se preservados, pela necessidade de manutenção que as flores exigem para que uma planta não seja completamente perdida e o impacto ainda maior. 

Energias renováveis 
Para o presidente da Câmara Setorial de Energias Renováveis, Jurandir Picanço, o que mais preocupa o setor neste momento é o pós-pandemia. Segundo ele, praticamente todo o segmento está funcionando normalmente seguindo as recomendações das autoridades sanitárias. 

"Nós temos que encaminhar as recomendações ao Governo Federal para privilegiar as energias renováveis no setor de geral de energia, permitindo que essa cadeia continue atuando porque é um risco para o Nordeste que tem várias fábricas do setor", diz. 

Protocolos de segurança por atividade 

Câmara Setorial Automotiva 
Amplo espaço de trabalho, podendo separar em distâncias consideráveis os vendedores/consultores; Possibilidade de trabalhar com agendamento; Possibilidade de trabalhar em regime de revezamento; Possibilidade de trabalhar com número reduzido de vendedores/consultores; Vendedores/consultores com deslocamento em veículos próprios; Fornecimento de EPIs específicos para cuidados com a Covid-19; Abertura em horários específicos; Afastamento de pessoas do grupo de risco para Covid-19; Departamentos administrativo e financeiro não atendam ao público, e também com escala reduzida. 

Câmara Setorial de Turismo e Eventos 
Espaço maior entre as cadeiras dos participantes nos eventos; Uso de máscaras e luvas por funcionários dos eventos; Controle do número de participantes nos eventos; Nos restaurantes, distância maior entre as mesas; Proibição de exposição dos alimentos nos restaurantes; Higienização de transportes de turistas; Restrição da quantidade de pessoas nos transportes; 

Câmara Setorial de Energia Renovável 
Já opera integralmente 

Câmara Setorial de Agronegócio 
Apenas segmento de flores não está totalmente ativo 

Câmara Setorial de Economia do Mar 
Opera parcialmente 

Câmara Setorial da construção civil e imobiliária 
Não respondeu à reportagem                               (Diário do Nordeste)

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