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Ceará registra 2,7 mil ocorrências de Síndrome Respiratória Aguda Grave sem causa identificada

FOTO: Helene Santos
No Ceará, dentre os 9.854 casos investigados de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), 2.700 não tiveram causas identificadas mesmo depois de realizada a investigação laboratorial, conforme boletim da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) desta terça-feira (9). O número equivale 27,4% do total, representando mais de 1 a cada 4 casos sem identificação, enquanto 70% apresentaram confirmação por Covid-19, equivalente a 6.890.

Seguindo procedimento nacional, a Sesa realiza a análise dos casos graves do coronavírus de modo integrado à apuração de outros vírus respiratórios, a partir da vigilância de pacientes hospitalizados por SRAG. 

Ao todo, 17.119 casos de SRAG foram registrados no Estado, mas 7.265 seguem em investigação. Das ocorrências apuradas, ainda de acordo com o boletim, 109 foram ocasionadas por outros vírus respiratórios, enquanto 128 decorreram de Influenza. 

Conforme o infectologista do Hospital São José, Keny Colares, durante o período da pandemia, a testagem realizada para outros vírus foi reduzida para que as máquinas fossem utilizadas na investigação da Covid-19. “Esses testes pararam um pouco, então talvez isso tenha dificultado esse diagnóstico”, pondera.

O professor e pesquisador do grupo de pesquisa em virologia da Universidade de Fortaleza acrescenta também que o momento da realização do teste também pode afetar o resultado, se tornando mais eficiente quando mais perto do início da doença. 

“Os testes não são perfeitos, não tem 100% de rendimento e capacidade de encontrar todos os diagnósticos. Quando as amostras são colhidas muito tarde, longe do começo da doença, há dificuldade de encontrar o vírus. Às vezes não conseguem fazer o diagnóstico”, explica o infectologista. 

Aumento dos casos 
Entre janeiro até 9 de junho deste ano, 17.119 casos de pacientes hospitalizados por SRAG foram notificados no Ceará, o número, em comparação com 2019, com 775 ocorrências, teve um aumento de 2.182,53%. Dos pacientes deste ano, aproximadamente 8 mil seguem internados para o tratamento da doença, estão em investigação ou não tiveram a evolução do caso preenchida no sistema de notificação da Sesa.

Dentre os 6.890 casos por Covid-19, 3.679 resultaram em óbito, representando cerca de 53% do total; 2.142 evoluíram para cura e 1.069 seguem em investigação. O número dos pacientes de Fortaleza equivale a 68,9% do total, com 4.745, enquanto Sobral registra 181 e, Caucaia, 105. Os demais se dividem pelo interior do Ceará. 

Os principais sintomas apresentados pelos pacientes do grupo são febre, tosse, falta de ar, desconforto respiratório e queda da saturação de oxigênio. Cerca de 78% tinham alguma doença crônica, enquanto 31% apresentava problemas cardiovasculares.                       (Diário do Nordeste)

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