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Chuvas de junho ficam 17% abaixo da média, aponta balanço parcial da Funceme

Nuvens baixas cobrindo o sopé da Serra de Ibiapaba na manhã
desta terça-feira (30). FOTO: Ueldo Martins
Relatório da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) apontou que as precipitações do mês de junho de 2020 ficaram 17,1% abaixo da média histórica. Nesta terça-feira (30), último dia do mês, as chuvas somaram 31,1 milímetros, quando o acúmulo normal paera o período é de 37,5 milímetros. 

O período que se inicia a partir do final de maio e se estende até meados de julho caracteriza-se como a Pós-Estação, segundo o órgão. Com o término da quadra chuvosa, quando a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) foi o principal sistema indutor de chuvas, a tendência é que as precipitações diminuam consideravelmente no segundo semestre do ano. 

Apesar de o balanço ser parcial, o quadro não deve sofrer grandes alterações até o fachamento dos dados do mês. 

Precipitações no Estado 
Choveu em pelo menos 44 cidades do Ceará entre as 7 horas de segunda-feira (29) e as 7 horas de terça-feira. O maior acumulado foi registrado na cidade de Canindé, a 115 km de Fortaleza, com 56 milímetros. As precipitações foram provocadas por áreas de instabilidade que se formam próximo à costa do estado entre domingo (28) e segunda. O cenário refletiu a previsão do tempo apontada no começo da semana. 

Foi registrado precipitações também nas cidades de Paramoti com 55 milímetros; Itatira com 22 milímetros e São Gonçalo do Amarante com 21 milímetros. 

As atuais condições meteorológicas apontam apenas para predomínio de nebulosidade variável em todas as macrorregiões do Ceará até a próxima quinta-feira (2), ou seja, sem tendência de precipitações. 

De acordo com análise realizada pela Funceme na manhã desta terça, áreas de instabilidades seguem sobre o oceano Atlântico ao norte e ao leste do Nordeste, mas a tendência para as próximas 72 horas é que não provoquem chuva no estado. 

Maiores chuvas por posto no dia: 
Canindé (Posto: Salitre) : 56.0 mm; Paramoti (Posto: Assentamento Papel) : 55.0 mm; Itatira (Posto: Lagoa Do Mato) : 22.0 mm; São Gonçalo Do Amarante (Posto: Siupe) : 21.0 mm; São Gonçalo Do Amarante (Posto: Cagado) : 18.0 mm; Meruoca (Posto: Camilos) : 17.4 mm; Alcântaras (Posto: Alcantaras) : 17.0 mm; Sobral (Posto: Boqueirao) : 16.4 mm; São Gonçalo Do Amarante (Posto: Santo Amaro) : 16.0 mm; Groaíras (Posto: Capim 1) : 15.8 mm; 

Chuvas acima da média entre fevereiro e abril 
As chuvas no Ceará do período entre fevereiro e abril de 2020 ficaram acima da média. O resultado vai em acordo com a maior probabilidade indicada pela instituição em janeiro deste ano, que era de 45% de chances de precipitações acima do normal climatológica. 

No trimestre, o acumulado foi de 652,6 milímetros, enquanto a média é de 510,1 mm, ou seja, 28% acima do normal climatológica. Considerando a distribuição de precipitações por macrorregiões, Cariri, no sul do estado, teve o saldo mais positivo:  41,2% acima da média. 

Foi o melhor trimestre desde 2009. Já considerando os dados desde 2000, é o 3º trimestre mais chuvoso do Ceará, ficando atrás somente dos anos de 2009 e 2008. 

Considerando ainda os três primeiros meses da Quadra Chuvosa, Moraújo, localizado na macrorregião do Litoral Norte, foi o mais chuvoso entre os 184 municípios do Ceará. Lá, o acumulado foi de 1.694 mm, o que representa um desvio positivo de 122,1%. 

Açudes cearenses 
O açude Castanhão, maior reservatório do Estado, está com 15,95 % da capacidade total. O Orós, na bacia do Alto Jaguaribe, tem 27,59 % de volume. Já o Banabuiú, localizado no município de mesmo nome, é outro importante açude cearense castigado pela seca: está só com 14,28 % de capacidade. 

O Ceará tem 16 açudes sangrando e 57 com a capacidade acima de 90%, segundo dados da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh).                           (Diário do Nordeste)

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