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Cidade do Cariri registra temperatura mais amena durante o final de semana

Campos Sales. FOTO: Reprodução/Youtube/DroneSmart
No último sábado (20), teve início o inverno no Hemisfério Sul. A mudança de estação traz ao Ceará temperaturas mais amenas, chegando a uma variação de até 2ºC, nos meses de junho e julho. Essa queda, no entanto, é menor se comparada a outros estados, devido à proximidade da linha do Equador. 

Essa mudança acontece quando a rotação do planeta tem uma inclinação de 23º em relação a incidência solar e, com isso, cada hemisfério recebe mais ou menos luz solar, dependendo da época do ano. 

“Dessa forma, é inverno em um hemisfério quando o período de sol é menor, ou seja, há menos aquecimento uma vez que as noites são mais longas (período sem sol) do que os dias (período com sol)”, explica a gerente de Meteorologia da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), Meiry Sakamoto. 

Em Fortaleza, a temperatura máxima média durante os meses do verão é de cerca de 31ºC, em fevereiro, e de 30ºC em junho. Já a temperatura mínima, a variação é um pouco maior. A média é de 24,5ºC, em fevereiro, e de 23,1ºC, neste mês. 

Já em outras cidades, como Guaramiranga, na região do Maciço do Baturité e em Campos Sales, na região do Cariri, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), apresentam as temperaturas mínimas mais baixas do estado, que são 18,1ºC e 18,6ºC, respectivamente. Em julho, as médias nestes dois municípios são ainda menores, chegando a 17,4°C em Guaramiranga e 18,1°C em Campos Sales. 

A perda radiativa maior durante a noite e madrugada, devido à ausência de nebulosidade, faz baixar a temperatura mínima, que é registrada no início da manhã, por volta das 6h, geralmente. “Quando você não tem um ‘tampão’ no fim do dia, todo o calor se dissipa e o tempo esfria-se com maior facilidade”, explica Sakamoto. Até agora, durante 2020, Barro, na região do Cariri, registrou a temperatura mais baixa do Ceará, 16,1ºC, na última quarta-feira (17). 

Pós-estação 
Junho também marca o início da pós-estação chuvosa, quando termina período de fevereiro a maio, chamado de “inverno” para os sertanejos, que é apenas a época de maiores precipitações no Ceará, que não torna o período com temperaturas mais baixas no estado. 

“[As temperaturas] costumam ser ligeiramente mais baixas porque as nuvens reduzem a entrada de radiação solar e por consequência, a radiação de onda longa também sofre redução e a temperatura do ar fica relativamente mais baixa”, pontua a meteorologista. 

Apesar de marcar o início da pós-estação chuvosa, junho não significa o fim das precipitações no Ceará. Neste período, o normal climatológico é de 37,5 milímetros no Estado. Restando 10 dias para o fim do mês, até agora foram observados acúmulos de 33,3 milímetros, estado 11,3% abaixo. 

Áreas próximas à faixa litorânea acabam recebendo mais precipitações que o sul do Estado, mesmo com redução de chuvas. “Justamente por causa da proximidade da região oceânica, que favorece a formação de áreas de instabilidade”, esclarece a meteorologista. 

Em junho, as precipitações tendem a cair mais no Litoral de Fortaleza e no Maciço do Baturité, que tem uma normal climatológica de 89,4 milímetros e 81,9 milímetros, respectivamente. Já as regiões menos favorecidas, neste mês, são o Cariri, Sertão Central e Inhamuns, que observam para o período 19,4 milímetros e 29,2 milímetros, nesta ordem.                         (G1 CE)

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