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Com pandemia, produção industrial do Ceará tem pior queda desde 2003

O segmento de couro, artigos para viagem e calçados foi o
mais impactado, com recuo de 27,54%. FOTO: Antonio Rodrigues
A produção industrial cearense vem sofrendo severos abatimentos em decorrência da pandemia do novo coronavírus. Somente em abril, primeiro mês completo com isolamento social decretado pelo Governo do Estado, o volume despencou 53% em relação a igual período do ano passado - a pior baixa desde o início da série histórica da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2003. 

A expressiva retração interrompe a recuperação que vinha sendo ensaiada desde o ano passado. O assessor econômico da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) e conselheiro federal de economia, Lauro Chaves Neto, ressalta que a pandemia reverteu um cenário promissor para a indústria que se mostrava em 2020. 

"A indústria cearense vinha em 2019 em um processo de recuperação em relação à crise que tivemos de 2014 a 2016. Com a pandemia do coronavírus, a produção industrial iniciou a queda dramática desde março", afirma. Segundo dados do IBGE, o índice recuou 10,2% em março, quando foram registrados os primeiros casos de Covid-19 no Estado e decretado o isolamento social. 

Sobre a severidade do impacto na indústria cearense, Chaves prevê que o mês de maio deve registrar resultado ainda pior. "Em maio, nós tivemos o mês praticamente inteiro de lockdown. Então, devemos ter retração mais significativa que os 53% registrados em abril", alerta. 

"Temos um cenário não de recessão, mas de depressão econômica. Um seria uma gripe, e o outro uma pneumonia. A depressão é um processo mais drástico e que danifica a economia de forma muito mais profunda, dificultando o processo de retomada", destaca o assessor econômico, que estima que o processo de retomada a patamares anteriores à pandemia pode durar mais de um ano. 

Isolamento 
O rigor com qual o Governo do Estado tem tratado a pandemia com o isolamento social, segundo Neto, também contribuiu para a proporção das baixas na indústria. Em abril, a retração do Ceará foi a segunda maior do País, atrás apenas do Amazonas (-53,9%). Ele pontua que algumas atividades foram impedidas de funcionar em apenas alguns estados, como a construção civil, o que acabou por deixar o Ceará em posição pior frente a outras unidades federadas.            (Diário do Nordeste)

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