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Vacina da dengue produzida pelo Instituto Butantan está na fase final de testes clínicos


A vacina da dengue produzida pelo Instituto Butantan, em São Paulo, está na fase final dos testes clínicos após 12 anos de pesquisas. A Butantan-DV, que se mostrou eficaz nos quatro tipos de dengue que existem, induziu boas respostas tanto nas pessoas que já tiveram a doença quanto nas que nunca contraíram.

A etapa atual, um ensaio clínico realizado com 17 mil voluntários entre 2 e 59 anos, teve início em 2016. Na fase 3, que tem duração de cinco anos, parte desses voluntários recebeu a vacina e a outra um placebo. Apesar de ter sido iniciada em 2016, nem todos os voluntários recebeu a vacina, e, por isso, o processo não deve ser finalizado em 2021. 

"Até o momento, os dados de segurança desde a fase dois até a três demonstraram que a vacina é segura entre os que tiveram e não tiveram dengue. Os resultados de imunogenicidade (capacidade de ativar as defesas naturais do organismo) também são satisfatórios contra os quatro vírus, com apenas uma dose da vacina", explicou o diretor do Centro de Segurança Clínica e Gestão de Risco do Instituto Butantan, Alexandre Precioso.

Segundo o Ministério da Saúde, até 30 de maio de 2020, 802 mil casos prováveis de dengue foram registrados. Em Pernambuco, há 8.810 casos prováveis da doença. O boletim da pasta aponta que uma morte foi confirmada e outras 13 estão em investigação. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), o óbito confirmado é de um morador de Salgueiro, no Sertão pernambucano. 

Até o momento, existe apenas uma vacina disponível. Ela foi aprovada por 11 países, incluindo o Brasil, e não é oferecida gratuitamente nos postos de saúde. A CYD-TDB foi lançada em 2015 e tem eficácia média de 60%.                      (Jornal O Globo)

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