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Com reabertura, indústria cearense demonstra primeiros sinais da retomada

FOTO: Fabiane de Paula
Com o início do Plano de Retomada Responsável das Atividades Econômicas e Comportamentais em junho, os empresários da indústria cearense voltaram a ficar otimistas, de forma que o setor começou a esboçar o início de uma retomada. Segundo levantamento do Observatório da Indústria, ligado a Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), diversos indicadores, como produção e capacidade instalada, já apresentaram melhoras no Estado. 

A pesquisadora do Observatório, Eduarda Mendonça, revela que, apesar do início da retomada, o otimismo observado no mês passado ainda é cauteloso. No caso do índice de expectativas relacionadas à produção, que voltou a ficar acima da linha dos 50 pontos - que marca a passagem do pessimismo para o otimismo - após seis meses, o resultado ainda foi tímido, de 51,4 pontos. Em abril, o indicador chegou aos 13,8 pontos. 

"O empresário está otimista, mas ainda muito cauteloso. Não significa, no entanto, que não iremos engatar um ritmo mais forte. Junho foi apenas o início do retorno das atividades não essenciais, que agora já está bem mais avançado", afirma Mendonça. 

A utilização da capacidade instalada também engata a segunda melhora consecutiva, mas permanece no âmbito do pessimismo. Em junho, o indicador chegou aos 30,7 pontos, cerca de dez a mais que no mês anterior. Conforme o levantamento, esta variável está diretamente ligada aos decretos estaduais que regulam o plano de retomada no Estado, de forma que ele deverá continuar avançando conforme o trabalho presencial foi gradualmente sendo liberado. 

No sentido contrário, o indicador de expectativas relacionadas ao estoque continuou caindo em junho, para 40 pontos, tendo em vista o período que o setor ficou parado enquanto a demanda continuou, embora reduzida, com ajuda dos programas de transferência de renda. 

Empregos 
Já as expectativas de evolução do número de empregos atingiram o maior patamar desde o início da pandemia no Estado, apesar de permanecer no âmbito do pessimismo, com 41,9 pontos. Mesmo abaixo da linha divisória, o resultado pode ser considerado estável, ficando próximo aos números registrados no último ano. 

Em junho de 2019, por exemplo, o índice ficou em 46,7 pontos. Para os próximos seis meses, a perspectiva ainda é pessimista (47,8 pontos). Ainda assim, melhor que o observado nos três meses anteriores. 

A pesquisadora do Observatório aponta que a expectativa é de uma retomada geral do setor no segundo semestre, com maior força a partir de outubro. Mesmo com esse prognóstico, ela ressalta que a geração de novos empregos deverá demorar um pouco mais para acontecer de maneira expressiva. 

"Isso acontece principalmente pela dificuldade de acesso ao crédito. Realizamos uma pesquisa em maio e 60% das indústrias que haviam solicitado tiveram o crédito negado. Outras nem chegaram a tentar por acharem que as condições eram inacessíveis". 

Ela ainda ressalta que a retomada do setor no Ceará acontece de forma mais lenta e enfrenta algumas dificuldades a mais em relação a outros estados por ter enfrentado uma paralisação por mais tempo e mais rigorosa.                            (Diário do Nordeste)

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