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Empossado, novo titular do MEC prega diálogo e Estado laico na Educação

Pastor Milton Ribeiro, 62, tomou posse em uma sala no 3° andar do Palácio do Planalto
Empossado, nesta quinta-feira (16), em uma cerimônia fechada para a imprensa no Palácio do Planalto, o ministro da Educação, pastor Milton Ribeiro, prometeu, em discurso, que vai conduzir sua gestão com base em princípios constitucionais e respeitando a laicidade do Estado. 

O ministro disse também que nunca defendeu a violência nas escolas, justificando uma afirmação anterior na qual mencionou que crianças devem ser educadas com "dor". Em um vídeo que circulava pelas redes sociais, Ribeiro também dizia que a "correção" não será obtida por "métodos suaves", com a exceção de algumas crianças "superdotadas" que entenderiam o argumento dos pais. 

Em sua fala, Ribeiro agradeceu ainda à escola pública e afirmou que quer abrir o diálogo no MEC. Ribeiro, que é pastor da Igreja Presbiteriana, é o quarto ministro da Educação do Governo do presidente Jair Bolsonaro, que participou do evento por videoconferência. 

"Conquanto, tenho a formação religiosa, meu compromisso que assumo hoje ao tomar posse, está bem firmado e localizado em valores constitucionais da laicidade do estado e do ensino público. Assim, Deus me ajude". 

Ele chega ao MEC após o imbróglio decorrente da saída de Abraham Weintraub. Ribeiro substitui Carlos Alberto Decotelli, que ficou só cinco dias no cargo e saiu por inconsistências no currículo. 

Diálogo 
"Jamais falei de violência física na educação escolar, nunca defenderei tal prática que faz parte de um passado que não queremos de volta. Entretanto, vale lembrar que devido à implementação de políticas e filosofias educacionais equivocadas no meu entendimento, que desconstruíram a autoridade do professor em sala de aula, o que agora existe são episódios de violência física de alguns maus alunos contra o professor. As mesmas vozes críticas da sociedade devem se posicionar contra esses episódios com a mesma intensidade", argumentou. 

Ao longo da fala, Ribeiro defendeu o diálogo e adotou um tom conciliador. O ministro disse que não se pode "desmerecer" quem veio antes. 

Entendimento 
Bolsonaro disse que a presença de um gestor "voltado para o diálogo" trará entendimento ao setor. Segundo o presidente , Ribeiro deverá ter uma transição tranquila e poderá trocar auxiliares do MEC para ter ao seu lado pessoas com "o mesmo espírito que ele". 

Educação infantil 
O novo ministro contou que, ao ser convidado para a função, Bolsonaro destacou que queria priorizar a educação infantil e o ensino profissionalizante no MEC. E assumiu o compromisso para seguir a orientação do presidente.                                     (Diário do Nordeste)

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