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Hospital em Barbalha suspende cirurgias eletivas para economizar medicamentos anestésicos do tratamento da Covid-19

FOTO: Wesley Lima
Por Redação Gazeta do Cariri

Hoje, o Cariri enfrenta um verdadeiro epicentro da pandemia pelo novo coronavírus. Tanto que, o número de infectados e mortos por Covid-19 só aumenta. 

Em plena curva de ascensão, Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha, que compõem o triângulo Crajubar, já somam quase 7.600 casos e 182 óbitos. Infelizmente a região se encontra no pico das transmissões e dentre os vários problemas que são acarretados está o esgotamento de medicamentos usados nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI’s). 

Com a alta demanda de internações dos pacientes com sintomas graves, os sedativos e bloqueadores musculares, que são medicações que servem como complementar no tratamento da Covid-19 para melhor adaptar os enfermos, estão sendo insuficientes para dar de conta da alta demanda. 

Os princípios ativo desses medicamentos geralmente são importados da China e da Índia e o Brasil está com dificuldades para recebê-los. De acordo com o Médico Cirurgião Geral e Diretor Técnico do Hospital Santo Antônio (HSA) de Barbalha, George Severo, a unidade é referência em atendimentos de pessoas acometidas pela doença, onde recebe pacientes de 45 municípios da macrorregião do Cariri e, nesse momento, está com estoque crítico e reduzido. 

No hospital, dos 20 leitos de UTI que recebem pacientes com Covid-19, 11 estão ocupados. Dr George acredita que em uma semana, utilizando doses padrões, o estoque de sedativos e bloqueadores musculares será zerado. “A situação tem nos obrigado a fazer alternativas com associações de outras medicações para manter o cuidado adequado com o paciente, mas nós estamos procurando os fornecedores para normalizar a situação das medicações”, disse. 

Além de ser usado em pacientes infectados pelo novo coronavírus, os medicamentos também são utilizados em cirurgias que demandam anestesia geral.

Cirurgias eletivas são aquelas que podem ser remarcadas por não serem de extrema urgência e emergência, diferente das intubações dos pacientes Covid na UTI. Em ambas situações os médicos precisam de anestésicos e medicamentos sedativos.

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