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Jovem do Crato faz mural em homenagem à atriz Naya Rivera e repercute nas redes sociais

Wanderson escolheu um muro no bairro São Miguel para homenagear Naya Rivera por meio da pintura
Não muito diferente do sentimento dos outros fãs da norte-americana Naya Rivera, a notícia da morte da artista, confirmada na última segunda-feira (13) após acidente no Lake Piru, nos Estados Unidos, abalou e entristeceu o jovem cearense Wanderson Petrova, de 28 anos. Em meio à dor, no entanto, foi por meio da arte que ele resolveu se expressar: pintou uma homenagem especial em um mural no município do Crato, cidade onde nasceu e vive até hoje. Nas redes sociais, alcançou curtidas e comentários por conta da ação, exposta no bairro São Miguel. Ainda assim, ele prefere mesmo que acredita na arte como forma de eternizar uma mensagem. 

“A minha ideia veio abraçando a minha linha de produção e concepção enquanto artista”, comenta ao ser questionado sobre o surgimento da ideia de lembrança à Rivera. Em entrevista por telefone ao Verso, se emocionou ao lembrar de como se conectou ao trabalho da atriz por meio da série Glee, lançada em 2009, na qual Naya interpretava a adolescente Santana Lopez. E, além disso, disse acreditar na possibilidade de demonstrar na própria arte questões como essa, que o atravessam e impactam também outros milhares. 

“Em Glee, a personagem da Naya era a que eu sentia uma proximidade maior, justamente pela relação LGBTQI+ que ela mantinha em cena. A Santana tinha uma força, e ainda tem, e é essa a relação da arte. A nossa matéria, o nosso corpo ele, infelizmente, vai passar. Mas esse legado fica”, pontua. “Não queria que a ida dela fosse dessa forma. Na verdade, desejamos que nossos ídolos e pessoas que admiramos durem pra sempre, algo humanamente impossível. Então, a gente acaba desejando que eles vivam bastante e só então façam as suas passagens”, afirmou lembrando de como a ligação com a produção fez necessária essa dedicação na pintura. 

Do momento da confirmação da morte da atriz que tanto admirava, ele lembra do choque. “Foi um sentimento tão angustiante e revivo de novo só de falar. Glee ainda é tão importante para o campo dos sonhos dos jovens, para a resolução de conflitos. Acredito que a arte, incluindo as séries, nos fazem enxergar um espelho de resolução de coisas ali, que estamos vivendo e não vemos uma saída. Muitas vezes você enxerga o seu problema na pele de um personagem interpretado por um artista”, opina.

A partir de então por já ter experiência com arte de rua, escolheu um espaço para expor os sentimentos. Nas proximidades de uma avenida, entre cores e flores, sobrepôs a imagem de Naya e do filho como uma maneira de lembrar a si mesmo da importância dela. “É uma forma de imortalizar aquela pessoa, de mostrar como ela me atravessou. Também uma maneira de guardá-la ali, em um tempo, em um espaço. A arte de rua ela é efêmera, mas esses registros são documentados. É uma forma de dizer obrigado, porque a arte dela não passou despercebida”. 


O mural sobre Amor Livre foi um dos publicados por Madonna no Instagram, que também já chegou a convidá-lo para trabalho na África
Arte na vida 
A repercussão do mural de Naya também veio para alcançar novo público para a arte que já produzia. Atualmente em formação pela Universidade Regional do Cariri, onde estuda Artes Visuais, Wanderson já fez murais para Madonna, Maria Bethânia, Jogo Toddynho, Katy Perry e Isa, todos compartilhados em publicações no Intstagram (@wanderson.smivill), por exemplo. Segundo ele, representar mulheres também é uma forma de agradecer por diversos momentos da vida, afinal de contas, a mãe foi a responsável por incentivá-lo desde cedo na carreira.

“Se eu pinto sobre uma mulher importante, eu pinto também sobre outras mulheres que admiro, como é o exemplo de minha mãe, responsável por me incentivar a ser artista”, comenta ao recordar, inclusive, da ocasião na qual Madonna reconheceu um dos murais feitos por ele. 

Hoje, trabalhando com meninos que cumprem medidas socioeducativas no Cariri e com pessoas em situação de vulnerabilidade social, ele comenta ter a arte como filosofia de vida além de trabalho, na qual pode ser educador, performer e grafiteiro, ainda sendo capaz de “experimentar várias linguagens”.

No mais, ele também agradece às mensagens que tem recebido nos últimos dias após a homenagem feita para Naya Rivera. Curtidas nas imagens e novos seguidores têm se multiplicado, algo que define como oportunidade, mas também como a prova de uma ideia. “As pessoas têm entrado em contato e mostrado um pouco sobre como isso se conectou a elas. E isso também é importante, você encontrar empatia mesmo na dor. Me emociono muito quando vejo as pessoas sentindo e pensando no outro”, finaliza com orgulho.                                (Fonte: Diário do Nordeste)

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