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Covid-19: 89% dos territórios indígenas no CE registram casos; são 549 índios infectados

Os municípios de Itarema e Caucaia concentram o maior número
de indígenas infectados pelo novo coronavírus no Estado. FOTO: Iago Barreto
Dos 19 territórios indígenas (TIs) no Ceará, apenas dois - em Novo Oriente e Carnaubal, não registram casos confirmados da Covid-19 entre os povos originários. As informações são da Federação dos Povos e Organizações Indígenas do Ceará (Fepoince) e foram divulgadas na noite desta terça-feira (11). Os povos tradicionais sofrem com problemas históricos, potencializados durante a pandemia, e têm taxa de transmissão da doença ainda ativa. 

A entidade cearense considera dados das Secretarias da Saúde do Estado e Municípios, além de pesquisa realizada pelas organizações indígenas do Ceará. Segundo o boletim, o Estado soma 549 casos confirmados entre indígenas aldeados e não aldeados. Do total, 86 permanecem doentes e 457 se recuperaram.

Segundo a Fepoince, nos primeiros dias de agosto houve um aumento no número de registros, com leve queda nesta segunda semana. Os índices mais preocupantes são nos territórios do povo Tremembé, nas cidades de Itarema (164) e Acaraú (19). Juntamente o primeiro, os TIs de Caucaia (127), Maracanaú (60), Crateús (51) e Pacatuba (41) integram a lista dos cinco territórios com mais casos confirmados. 

Cidades com mais casos entre indígenas (Fepoince): 1 - Itarema: 164 casos / 2 - Caucaia: 127 / 3 - Maracanaú: 60 / 4 - Crateús: 51 / 5 - Pacatuba: 41 / 6 - Aratuba: 23 / 7 - Acaraú: 19 / 8 - São Benedito: 13 / 9 - Itapipoca: 12 / 10 - Monsenhor Tabosa: 12 

Seis óbitos: Caucaia (2), Maracanaú (1), Pacatuba (2) e Tamboril (1).

Conforme levantamento da Fepoince, o Ceará teve três picos da doença entre os povos indígenas. Dois aconteceram na segunda quinzena de junho e a última, na primeira semana de julho. Nas últimas três semanas do último mês, o Estado vinha apresentando redução na curva de novos casos, mas, a partir dos primeiros dias de agosto, voltaram a acelerar.

Pandemia 
Conforme levantamento da Secretaria Especial da Saúde Indígena (Sesai), do Ministério da Saúde, o Ceará soma 475 casos acumulados do novo coronavírus - 74 a menos do que o apresentado pela Fepoince. A diferença se dá pelas metodologias adotadas, já que a Federação cearense considera, também, indígenas não atendidos pelo Subsistema de Saúde. 

Segundo a Sesai, cinco indígenas perderam a vida por conta da doença no Ceará e 408 conseguiram se recuperar. Um total de 43 são considerados casos suspeitos. 

No Ceará, vivem mais de 35 mil indígenas, em 104 aldeias. Para atender todo esse contingente, a União atua com apenas 24 Unidades Básicas de Saúde Indígenas. O problema se estende para demais povos tradicionais - todos já atingidos pelo novo coronavírus. Entre os quilombolas, por exemplo, presentes em 87 localidades rurais do Estado, a Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras, Rurais e Quilombolas (Conaq) já contabilizou três óbitos. 

Classificação, segundo a Sesai: 
Caso suspeito: indígena que saiu da aldeia e retornou nos últimos 14 dias de local com transmissão local ou comunitária, e que apresente sintomas respiratórios. Ou caso que não saiu da aldeia, mas teve contato próximo com suspeito ou confirmado nos últimos 14 dias, e que apresente sintomas respiratórios. 

Caso confirmado: caso com resultado positivo em RT-PCR e/ou Teste Rápido. 

Infectado atualmente: caso confirmado, com infecção ativa, que ainda não completou 14 dias em isolamento domiciliar, a contar da data de início dos sintomas, ou que ainda não recebeu alta médica. 

Caso descartado: caso que se enquadre na definição de suspeito. 

Caso curado: casos confirmados que passaram por 14 dias em isolamento domiciliar, a contar da data de início dos sintomas e que estejam assintomáticos; ou casos em internação hospitalar, com avaliação médica para a cura.                       (Diário do Nordeste)

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