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Fumaça no lixão de Juazeiro do Norte incomoda e ameaça saúde de moradores do entorno

Com população estimada em 274 mil habitantes, Juazeiro do Norte produz, em média, 280 toneladas de lixo por dia. FOTO: Antonio Rodrigues
A frequente nuvem de fumaça que se forma com a queima dos resíduos no lixão de Juazeiro do Norte, tem incomodado a população de pelo menos dois bairros. Além disso, a fumaça gera problemas de saúde. A situação tende a se agravar diante das altas temperaturas desta época do ano. 

“Desde a semana passada está assim. Os olhos ficam ardendo. É muito difícil trabalhar”, desabafa o catador de materiais recicláveis Francisco de Assis Gonçalves. No bairro Vila Três Marias, ao lado do lixão, a situação fica mais delicada durante a noite. 

“Ontem foi pior. A fumaça cobriu tudo. Isso já causou até acidente. É difícil dormir. Eu coloco umas toalhas molhadas na porta, mas meus meninos passam a noite tossindo”, descreve a dona de casa Josefa Maria Rodrigues. 

A localidade mais prejudicada é a Vila Padre Cícero. De acordo com a aposentada Cícera Bezerra, que mora lá há 15 anos, a comunidade já organizou protestos, fez denúncias, mas nada adiantou. 

“Quando chove, é o mau cheiro, quando chega o calor, é a fumaça. Para nós, idosos, é pior. De noite não fica ninguém na rua. Só melhora quando aterra”, conta. 

Problema habitual 
O superintendente da Autarquia Municipal de Meio Ambiente (Amaju) e engenheiro ambiental, Sidney Kal-Rais, explica que o fogo nas áreas que concentram grandes quantidades de lixo é comum em épocas de altas temperaturas, porque a decomposição destes materiais gera gases, como o metano, que é inflamável. “O chorume fica queimando, entrando em combustão. Infelizmente é recorrente”, admite. 

Com a reclamação da população, Sidney disse que foi enviado maquinário que está fazendo o trabalho de aterrando para minimizar a fumaça. Além disso, o Município tem trabalhado para abrir um contrato emergencial para destinar os resíduos em um dos dois aterros particulares que possui na cidade. 

“A gente está trabalhando num novo processo licitatório. Mas como compomos o Consórcio Cariri, com Crato, Barbalha e Caririaçu, a gente está discutindo uma solução. Se vamos ter um próprio ou contrato com estes aterros”, finaliza. 

Com população estimada em 274 mil habitantes, Juazeiro do Norte produz, em média, 280 toneladas de lixo por dia, segundo o Amaju. Todo esse resíduo é depositado no lixão.               (Diário do Nordeste)

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