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Homens com mais de 60 anos são maioria na UTI Covid do Hospital Santo Antônio, em Barbalha

FOTO: Wesley Lima
O impacto da doença é muito mais severo em pacientes na terceira idade, principalmente cardiopatas, diabéticos e doentes renais.

No Brasil já são mais de 100 mil mortes registradas e 3 milhões de diagnósticos pela Covid-19 até este último domingo, 10. Nas três principais cidades do Cariri, Juazeiro do Norte contabiliza 11,5 mil confirmados e 235 óbitos, enquanto o Crato possui 4 mil casos confirmados e 65 óbitos e Barbalha 1,4 mil casos confirmados e 42 óbitos. 

Os órgãos de saúde alertam que, após observações feitas, as principais vítimas da Covid-19, em todo o mundo, são pessoas do sexo masculino e idosos, pois esse público, em sua maioria, possui doenças degenerativas como diabetes e hipertensão, que se agravam causando complicações cardiovasculares, levando muitas vezes a óbito. 

Doenças associadas 
Entre junho e julho, a UTI Covid recebeu mais de 80 pacientes com mais de 60 anos de idade. O quadro com relação a faixa etária é o mesmo para homens e mulheres, mas os homens são a maioria dos pacientes, no que diz respeito a ocupação dos leitos covid no HSA. 

O médico George Severo, diretor técnico do Hospital Santo Antônio (HSA) de Barbalha, referência no município para receber casos de infectados de 45 municípios da macrorregião de saúde no interior do Ceará, destaca que as principais doenças comuns em idosos e que podem ser agravadas com a infecção pelo novo coronavírus, segundo o Ministério da Saúde, são as doenças cardiovasculares, conhecidas como cardiopatias, além de diabetes e doença renal crônica. 

O diretor George ainda pondera que, como toda doença infectocontagiosa, a Covid-19 no idoso não é diferente e pode apresentar desde sintomas típicos como atípicos, tais como sonolência, desorientação e hipotermia ao invés de febre. “A sintomatologia no jovem e idoso é ampla, desde assintomáticos até as formas mais graves que acarretam no internamento em Unidade de Terapia Intensiva (UTI)”, disse. 

Sequelas deixadas
O vírus é novo e infelizmente a ciência ainda não conseguiu descobrir quais os fatores que levam idosos a desenvolverem sintomas leves ou até assintomáticos, e outros graves chegando a óbito. George destaca que por se tratar de uma doença nova, ainda é cedo para afirmar se ela deixa sequelas e qual é o grau de morbidade deixada por ela. “Muitos pacientes que se recuperam reclamam de algum grau de desconforto torácico, cansaço, mas se é duradouro ou não, ainda não possuímos respaldo científico para responder”, afirmou.

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