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Vacina de Oxford chega a quase 100% de eficácia com duas doses

FOTO: Reuters/Dado Ruvic
Uma das vacinas contra o coronavírus que estão sendo testadas no Brasil tem quase 100% de eficácia quando aplicada em duas doses. A informação foi repassada pela presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Nísia Trindade, em entrevista ao canal CNN. A pandemia já contaminou quase 3 milhões de pessoas e levou quase 100 mil a óbito somente no Brasil. 

Segundo Nísia, artigos publicados nas fases 1 e 2 dos testes com a imunização indicaram que ela teria aproximadamente 90% eficaz contra o coronavírus. Com a aplicação de duas doses, esse valor subiria para quase 100%. Atualmente a vacina está na fase 3 dos testes clínicos, última etapa antes de submeter os resultados para avaliação dos órgãos de saúde. 

Ela pontuou, também, que vem tendo encontros constantes com representantes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para debater o processo de aprovação que virá após os testes. Segundo ela, há nesse momento um “processo inédito no mundo”, com o desenvolvimento extremamente acelerado de vacinas contra o coronavírus. O Instituto Butantan, de São Paulo, estima que é possível que a imunização esteja pronta para passar pelo processo de registro da Anvisa já em outubro deste ano. 

A pesquisa desenvolvida pela Universidade de Oxford, na Inglaterra, inclui parceria com o laboratório AstraZeneca e também com instituições brasileiras. O laboratório Sinovac Biotech, da China, também tem avançado nos estudos com a Sinovac, outra vacina contra o coronavírus, que também está sendo testada no Brasil. Ela também funciona em duas doses. 

Outro tipo de tratamento que vem sendo testado é a inserção de anticorpos contra o coronavírus no corpo do paciente. Esta técnica é chamada de “imunidade passiva”. Nas vacinas (“imunidade ativa”) o organismo recebe uma versão desativada do patógeno (vírus, bactéria ou outros microorganismos) e fabrica os próprios anticorpos. Na imunidade passiva, eles são fornecidos por uma fonte externa, como medicamento ou transfusão de sangue. Como não são produzidos pelo corpo, eles têm duração limitada, podendo ir de algumas semanas a alguns meses. 

Quando chegam as vacinas para coronavírus? 
Diversas empresas e centros de pesquisa estão desenvolvendo vacinas contra a Covid-19. Elas estão em estágios diferentes de evolução, e podem estar disponíveis em alguns meses. Veja abaixo o prazo estimado para cada uma das vacinas mais próximas de ter distribuição ampla: 

Universidade de Oxford/AstraZeneca (Reino Unido): 15 milhões de doses para o Brasil em dezembro, outros 15 milhões até janeiro de 2021, e mais 70 milhões até abril de 2021; 

Centro Gamaleïa (Rússia): “centenas de milhares” de doses disponíveis em outubro, “vários milhões” a partir de 2021. Não há previsão de chegada ao Brasil; 

Sinovac Biotech (China): 20 mil doses já sendo testadas em 9 mil profissionais de saúde no Brasil (cada vacina utiliza duas doses, com intervalo de 14 dias). Expectativa de 180 milhões de doses (90 milhões de pessoas vacinadas) até o começo de 2021; 

Bharat Biotech International (Índia): testes em andamento, o governo indiano estima iniciar a produção massiva ainda em agosto. Não há previsão de chegada ao Brasil.

(O Povo)

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