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Válvula em Assaré volta a liberar água após cinco anos; acesso recreativo está proibido

O açude Canoas voltou a liberar água para alocação. FOTO: Divulgação/Cogerh
O acumulado da quadra chuvosa deste ano (fevereiro a maio) segue proporcionando bons resultados. Nesta semana, o Açude Canoas, no município de Assaré, voltou a realizar a liberação de água com o auxílio da válvula dispersora após cinco anos seguidos de estiagem. O local costuma atrair visitantes, mas o acesso recreativo está proibido devido à pandemia. 

"Os açudes são pontos atrativos no sertão mas, neste ano, a gente resolveu fechar os portões por conta da pandemia. Esperamos que ano que vem, se tivermos uma nova liberação e a situação da pandemia estiver sob controle, seja permitido o acesso", destaca o gerente da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos em Iguatu, Anatarino Torres. 

"A gente quer que a população entenda este momento. Em anos anteriores, não tivemos a proibição, mas,  neste ano, a situação pede bastante prudência".



Os portões que dão acesso ao local estão fechados e com o informe da proibição: "Seguindo os decretos estaduais e as orientações de não haver aglomerações, está proibido o acesso recreativo". Segundo o IntegraSUS, sistema da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), até esta quarta-feira (19), Assaré soma 278 casos confirmados da Covid-19 e sete óbitos.

Alocação 
Além de proporcionar um atrativo turístico aos moradores de Assaré, a válvula dispersora equilibra a vazão no açude. Em julho deste ano, a barragem chegou a registrar 58% de volume acumulado. O aporte possibilitou a reativação da operação da válvula, que precisou passar por reparos após cinco anos seguidos sem qualquer liberação de água, por conta da estiagem. 

A válvula dispersora auxilia, ainda, no processo de Alocação Negociada de Água, realizada no Ceará sempre no segundo semestre do ano. Conforme o Comitê de Bacia do Alto Jaguaribe, o açude Canoas irá liberar 150 litros de água por segundo, neste segundo semestre. Além do município de Assaré, a região de Antonina do Norte deve ser beneficiada. 

"A última vez tinha liberado água foi em 2014. Neste ano, por conta das boas chuvas, o reservatório se aproximou dos 60% e o Comitê aprovou a liberação de água. Com isso, vamos perenizar quase 30 km de rio, beneficiando agricultores e comunidades ribeirinhas, e animais que vivem neste trecho", ressalta Torres. 

O reservatório tem capacidade para 69 milhões de metros cúbicos de água. Nos últimos cinco anos, vinha sofrendo por conta da seca, sem conseguir utilizar a válvula dispersora. 

2020: com utilização* 
2019: sem utilização 
2018: sem utilização 
2017: sem utilização 
2016: sem utilização 
2015: sem utilização 
2014: com utilização* 

Ações para reativação da válvula: 
Limpeza; Retirada de ar das mangueiras do hidráulico; Lubrificação.                                  

(Diário do Nordeste)

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