Header Ads

Juazeiro compõe lista de municípios que mais ofereceu tratamento com plasma convalescente a pacientes com Covid

FOTO: Thiago Gadelha
No Ceará, 85 pacientes diagnosticados com Covid-19 receberam transfusões de plasma convalescente, parte líquida do sangue doada por indivíduos que já se infectaram e desenvolveram anticorpos contra a doença. A informação é do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará (Hemoce), que, desde o início de junho, já produziu cerca de 300 bolsas com o material biológico e, hoje, tem 150 delas em estoque. Contudo, por se tratar de uma doença nova, o método ainda não tem comprovação total da eficácia e depende de mais estudos clínicos. 

A boa notícia é que nenhum dos tratados apresentou reações negativas. “Não recebemos nenhuma notificação de reação transfusional, ou seja, não teve nenhum evento adverso associado a essa transfusão. Se o paciente tivesse apresentado alguma coisa, o Hemoce teria ciência dessa reação”, explica a médica Denise Brunetta, diretora de hemoterapia do Centro. 

Os pacientes, segundo ela, foram tratados principalmente nos municípios de Fortaleza, Sobral e Juazeiro do Norte. “Pelas requisições de transfusão que recebemos, a maior parte dos pacientes apresentava quadros graves de Covid e estavam em ambientes de Unidades de Terapia Intensiva, ou seja, eram pacientes mais críticos”, garante Brunetta. A médica, contudo, não tem informações sobre a evolução clínica dos tratados. 

“São evidências ainda pequenas porque é uma doença nova com a qual a gente ainda está aprendendo a lidar. Temos trabalhos na literatura científica que mostram benefícios, mas há outros que ficam na dúvida se esse benefício é real”, afirma. 

No Ceará, o uso é individualizado e depende da solicitação do médico responsável pelo paciente. 

De acordo com Fernando Barroso, chefe da Unidade de Onco-Hematologia do Hospital Universitário Walter Cantídio (Huwc), o plasma convalescente é utilizado em tratamentos desde o século 19 e já contribuiu em epidemias como a gripe espanhola, em 1918; a H1N1, em 2009, e o ebola, em 2013. 

Segundo o médico, o Huwc teve autorizado no Comitê local um estudo clínico de maior abrangência que inclui a avaliação sanguínea e o uso de medicamentos em 77 pacientes com Covid. Para a condução das pesquisas, ressalta a necessidade do termo de consentimento entre pacientes e profissionais de saúde.

(Fonte: Diário do Nordeste)

Nenhum comentário

Tecnologia do Blogger.