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Mais de 20% dos bares e restaurantes no Ceará ainda estão fechados e sem garantias de retorno

FOTO: Helene Santos
A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes no Ceará (Abrasel-CE) anunciou que 79% dos estabelecimentos do setor já voltaram a funcionar no Estado, após a paralisação provocada pela pandemia do novo coronavírus. Em torno de 89% são micro ou pequenas empresas, com faturamento de até R$ 4,8 milhões por ano. "A gente fala dos 79% dos que sobraram no mercado. 

A gente estima que 40% dos restaurantes em Fortaleza fecharam em definitivo, e 60% retornaram de alguma forma. Então desses que voltaram, restam 21% fechados. São bares, em sua essência, que não conseguiram se adaptar ainda para operar. E a gente teme que não voltem mais, caso as atividades não sejam autorizadas 100% logo", detalha o diretor executivo da Abrasel-CE, Taiene Righetto. 

O levantamento, realizado entre os dias 18 e 20 de agosto, também indicou que 12% das empresas seguem abertas somente com serviço de entrega (delivery) ou retirada de produtos no balcão - tendência que seguiu em alta, mesmo durante o período mais rígido do isolamento social, em abril e maio passados. 

"Esse número não quer dizer que aqueles que aderiram ao delivery, por causa da pandemia, deixaram o serviço assim que puderam. Os 12% se referem aos que estão funcionando sem o atendimento presencial mesmo", explica Righetto. 

Apesar da retomada, alinhada ao processo iniciado no último mês de junho, em Fortaleza, após o fim do período de "lockdown" (isolamento social rígido), 57% dos estabelecimentos têm faturado abaixo do esperado. E destes restaurantes, 39% têm previsto reequilibrar o fluxo de caixa em um prazo de até 6 meses. 

A expectativa aqui no Ceará, mas acho que no resto do Brasil também, é que isso só comece a melhorar no ano que vem. Em Fortaleza, a gente não tem ainda os bares totalmente abertos. Horário de funcionamento só vai até 23h. Todo o setor de alimentação fora do lar opera com uma média de 50% na capacidade de atendimento. Até liberarem 100% das atividades, a gente não deve ter aumento de faturamento", vislumbra o diretor executivo da Abrasel-CE. 

Operação 
A pesquisa revelou ainda que 31% dos restaurantes abertos têm trabalhado com serviço à la carte, e apenas 14% com bufê. Cerca de 73% são comércios de rua e 15% estão localizados em shoppings ou outros centro comerciais. 

E antes da reabertura ser autorizada pelo Governo do Estado, a pesquisa revela que 53% das empresas trabalhavam com menos da metade dos funcionários. E 63% não pretendem contratar novos trabalhadores, por enquanto, mesmo com a volta das atividades. 

Financiamento 
Cerca de 80% dos restaurantes tentaram empréstimos para manter o negócio na ativa. Destes, 50% não conseguiram e 21% não obteram justificativas para ter o pedido negado. Entre os que conseguiram, 57% foram beneficiados pela linha do Pronampe e 13% através do BNDES. 

Taiene Righetto acrescenta que as exigências para pequenos e médios empresários conseguirem os empréstimos se equiparam às solicitações feitas a uma grande empresa. Para o diretor da Abrasel-CE, nem todos empreendedores conseguem ter o nome ileso, em plena pandemia, de acordo com as regras dos financiamentos. Righetto ainda critica a postura dos bancos diante da ampla situação de crise. 

"O mais assustador nisso tudo é que com o Pronampe, por exemplo, o Governo Federal é 80% fiador do empréstimo, mas mesmo assim os bancos continuam agindo como se fossem empréstimos de qualquer outro período. E com exigências enormes, que a maioria dos médios e pequenos não consegue cumprir", questiona.

(Diário do Nordeste)

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