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Adagri inicia fiscalização do Vazio Sanitário do Algodão no Cariri

FOTO: Tatiana Fortes

Por Redação Gazeta do Cariri

A Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Ceará (Adagri), órgão vinculado à Secretaria do Desenvolvimento Econômico e Trabalho (Sedet), iniciou na última semana o processo de fiscalização do Vazio Sanitário do Algodão nos campos de produção na região do Cariri. A operação, batizada de operação Anthonomus, inspirada no nome científico do inseto Anthonomus grandis, fiscalizará os campos de produção de algodão nos principais municípios, com destaque para Barbalha, Brejo Santo, Mauriti, Milagres e Missão Velha,  e também em menor escala os municípios de Antonina do Norte, Assaré, Aurora, Penaforte, Potengi, e Tarrafas. 

Segundo o coordenador da operação e supervisor da Regional Cariri da Adagri, José de Oliveira Santos, foram montadas quatro equipes com seis Fiscais Engenheiros Agrônomos e dois Agentes de Defesa Agropecuária, oriundos das Regionais da Adagri no Cariri, Inhamuns, Vale do Jaguaribe e Metropolitana. “A adoção do Vazio Sanitário pelos produtores não tem havido resistência, fato constatado em campo, a exemplo do produtor Alexandre Feitosa na Fazenda Mandacaru, no município de Penaforte, que já realizou o eliminou os restos culturais nos seus campos de produção”, relata o coordenador. 

O gerente de Inspeção e Fiscalização Vegetal da Adagri, Gleyber Cartaxo, informa que também estão programadas operações em outras regiões produtoras de algodão, como exemplo no Sertão Central e Vale do Jaguaribe. 

“É importante ressaltar que o objetivo da Defesa Sanitária Vegetal da Adagri sempre será o estímulo do cumprimento das medidas fitossanitárias, e não as medidas punitivas, viabilizando assim a comercialização de produtos algodoeiros para outras Unidades da Federação e no exterior, revitalizando e desenvolvendo a cotonicultura do estado do Ceará”, destaca a Presidente da Adagri, Vilma Freire.

Sobre o Vazio Sanitário 
O Vazio Sanitário é um procedimento agronômico que proíbe a existência de plantas vivas de algodão em campo, quer sejam cultivadas ou de germinação espontânea. O procedimento é adotada para reduzir a população do bicudo-do-algodoeiro, principal praga de importância econômica para a lavoura. A proibição acontece anualmente de 1º de outubro até o 31 de dezembro. 

A Adagri estabeleceu atos normativos através da Portaria n°22, de 27 de Fevereiro de 2020, estabelecendo medidas fitossanitárias para prevenção e o controle da praga bicudo-do-algodoeiro e fixa critérios para o cultivo de algodão no estado do Ceará.

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