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Após rompimento de barragem, águas do 'Velho Chico' voltam a correr pelo Eixo Norte da transposição

FOTO: Antonio Rodrigues

O fluxo das águas do Rio São Francisco foi retomado, nesta terça-feira (27), após o rebaixamento do vertedouro, o popular “sangradouro”, da barragem de Jati, na região do Cariri. O transporte do recurso hídrico pelo Eixo Norte do Projeto de Integração do Rio São Francisco (PISF), permitindo sua passagem para outros municípios do Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte, estava paralisado desde o último dia 21 de agosto, quando houve um rompimento de um conduto no reservatório de Jati. 

O Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), responsável pela obra, informou que, após o rebaixamento do vertedouro, foi novamente acionada a Estação de Bombeamento EBI-3, em Salgueiro, permitindo o retorno da pré-operação do Eixo Norte, que no total possui 260 quilômetros de extensão. 

Com isso, a água voltou a ser conduzida para o açude Atalho, em Brejo Santo, que já recebia o recurso hídrico antes do incidente. “O fornecimento de água para a população do Nordeste, que historicamente convive cotidianamente com a seca, é uma das prioridades do Governo Federal e do presidente Jair Bolsonaro”, destacou o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho. “Estamos dando uma resposta rápida ao incidente em Jati para que cearenses, paraibanos e potiguares possam ser atendidos pelas águas do Rio São Francisco”. 

O rompimento do conduto em agosto causou a remoção de 2 mil pessoas que vivem nos arredores do reservatório. Destas, quase 1,3 mil voltaram imediatamente, já que suas residências não estavam em áreas de risco. O restante ficou hospedado em casas de familiares e 22 em hotéis por alguns dias. As famílias retornaram apenas 72 horas após o episódio. 

A situação chegou a causar tumulto e, no dia seguinte ao incidente, uma comitiva com o próprio ministro Rogério Marinho, o secretário Nacional da Defesa Civil, o coronel Alexandre Lucas Alves, e o governador Camilo Santana visitou a cidade. O MDR também autorizou o repasse de R$ 100,6 mil para assistências às famílias que foram evacuadas. A barragem de Jati passou por Inspeção de Segurança Especial – ISE e encontra-se estável e não oferece riscos à população que vive em seu entorno. 

Investigação 
Uma consultoria independente, contratada em setembro para investigar as causas do rompimento, já entregou um laudo preliminar sobre o caso. Nele, um grupo de cinco peritos fez a avaliação in loco das estruturas afetadas, incluindo análise de documentação fornecida pelas empresas envolvidas no empreendimento. O trabalho foi contratado pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), 

Estudos complementares estão sendo elaborados para determinar o que causou o rompimento da galeria. Segundo o MDR, isso só será divulgado após receber o relatório final da investigação, previsto para o final deste mês, e análise do seu corpo técnico. “A passagem das águas de Jati para o Reservatório Atalho não interfere na perícia em andamento, já que as estruturas a serem analisadas estão isoladas”, ressaltou a pasta. A barragem foi concluída em 2018, entregue pelo grupo empresarial Serveng. 

Serviços 
Segundo o MDR, todas as estruturas responsáveis pela passagem de água até o Reservatório Caiçara, em São José de Piranhas, na Paraíba, já estão concluídas, restando a recuperação do próprio conduto da barragem de Jati, a execução de um trecho de oito quilômetros entre os reservatórios Caiçara e Engenheiro Ávidos, este último em Cajazeiras, também em solo paraibano. Nos demais trechos há apenas serviços complementares que não comprometem a pré-operação. Atualmente, o Eixo Norte do Pisf mobiliza 1.391 pessoas e o seu total de avanço físico é de 97,56%, com previsão de conclusão no final do primeiro semestre de 2021.

(Fonte: Diário do Nordeste)

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