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Dia das Crianças poderá movimentar R$ 95 mi no Ceará, diz CNC

FOTO: Thiago Gadelha

Considerada a terceira melhor data para as vendas do varejo, o Dia das Crianças poderá movimentar até R$ 95 milhões no comércio cearense neste ano, segundo uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). E a perspectiva já começou a influenciar os ânimos no comércio local, onde os varejistas estão otimistas para a venda de produtos no período do dia 12. Além disso, de acordo com o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Fortaleza, Assis Cavalcante, a estimativa é que as vendas cresçam até 5% na própria data ante igual período do ano passado. 

Em decorrência da pandemia de Covid-19, muitas atividades econômicas sentiram um grande impacto pela paralisação dos setores. O comércio de itens não essenciais foi um deles. Cavalcante pontua que, nos três últimos meses, as vendas têm apresentado resultados positivos, o que indicam uma melhora do cenário para os lojistas neste período.

"A gente pensava que só teríamos esse resultado agora no mês de outubro, mas em julho o varejo já começou a reagir. Nós tivemos, nos três últimos meses, repostas razoáveis de alguns segmentos, com crescimento de até 5%, com uns um pouco acima do ano passado, e outros abaixo. Mas, nesta data, as vendas irão crescer em torno de 3% até 5%, em relação a 2019".

A diretora institucional da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Ceará (Fecomércio-CE), Cláudia Brilhante, também estima que a data traga um crescimento de 5% para as vendas. Ela ainda avalia que os consumidores estão mais seguros para sair de casa e realizar compras. 

"Nós estamos em um ano bem atípico por conta da pandemia, mas desde que a retomada da economia iniciou-se, e o comércio voltou a abrir, nós temos percebido, principalmente no Ceará, que há um aquecimento das vendas e isso empolga o comércio para o Dia das Crianças. Nós estamos com uma expectativa muito boa que teremos, sim, um crescimento de vendas na data, já que as pessoas estão com menos receio de sair de casa para ir às compras", diz. 

Apesar da perspectiva positiva para o varejo local, o estudo da CNC aponta que o País deverá registrar queda de 4,8% nas vendas para o período, em relação a 2019. A estimativa para este ano é que o faturamento gire em torno de R$ 6,2 bilhões, ante R$ 7,8 bilhões do ano passado. Caso a expectativa seja confirmada, esta seria a primeira retração do faturamento para a data desde 2016, quando o estudo registrou um recuo de 8,1%. 

Comportamento 
De acordo com o estudo da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), neste ano, os presentes mais buscados pelos pais são: roupas e calçados (38%), bonecos (33%), e jogos de tabuleiro/educativos (28%). O presidente da CDL explica que, neste ano, os hábitos de consumo e os desejos das crianças foram alterados pelo período de isolamento social. 

"A venda de calçados, bonecos, estão cada vez mais pujantes para este ano, já os eletrônicos, como tablet e smartphone, não vêm com tanta força. Então, a gente vê que os pais estão orientando os filhos para esses outros tipos de brinquedos, para sair mais das telas. Outro fator que contribuiu muito para essa mudança é que as crianças estão cansadas desses aparelhos, por já ficarem assistindo às videoaulas na frente desses equipamentos", analisa. 

Ele ainda explica que os longos períodos sem comprar durante pandemia é outro fator impulsionador dessa perspectiva otimista para 2020. "Os consumidores ficaram de 80 a 90 dias sem consumir outros itens, só alimentação, então agora eles querem comprar. Para o dia das crianças, os calçados estão sendo muito procurados. Nessa época, muita gente aproveita para comprar esse tipo de produto, pensando no fim do ano", avalia. 

Preços 
A pesquisa da CNC ainda aponta que alguns bens e serviços deverão estar mais baratos neste ano, como brinquedos (-7,5%), calçados (-5,8%) vestuário (-2,6%), cinema e teatro (-0,2%). Em contrapartida, os lanches (10,2%), livros (7%), bicicletas (6,1%) e doces (2,8%) deverão estar com os preços mais elevados. A diretora institucional da Fecomércio pontua que os lojistas estão bem preparados para este momento, com prazos favoráveis e descontos para oferecer aos consumidores.

"O empresário está preparado e pensou em estratégias para o momento. Ele teve que reduzir os lucros para baixar os preços, principalmente dos brinquedos para que os pais possam dar aos filhos", comenta Brilhante. 

Segundo Cavalcante, o lojista também buscou melhores condições juntos aos fornecedores para garantir que os preços fossem atrativos para os consumidores. Ele reforça que os lojistas estão preparados "com promoções, bons preços e prazos", para garantir que as pessoas sejam "bem contempladas" tanto no dia das crianças, bem como no fim do ano.

(Fonte: Diário do Nordeste)

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