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Pix já registra 3,5 milhões de cadastros no primeiro dia de adesão, diz Banco Central

FOTO: Marcello Casal Jr
O cadastro das chaves para o Pix, novo sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central, começou nesta segunda-feira (5). Às 18h30, o Banco Central afirmou que o número de chaves registradas havia chegado a 3,5 milhões. De acordo com a autoridade monetária, entre as 9h, quando o sistema abriu para registros, e as 12h30, foram mais de 1 milhão de cadastros.

"Tivemos até 10h, na primeira hora de cadastramento, um pouco mais de 50 mil. É importante considerar que estamos na fase inicial, são primeiras pessoas que estão se movimentando", disse Carlos Eduardo Brandt, chefe-adjunto do departamento de competição e de estrutura do mercado financeiro. 

A quantidade de acessos gerou instabilidade nos aplicativos de bancos. O BC confirmou que a quantidade de acessos simultâneos gerou instabilidade e afirmou que os serviços estão normalizando. Nesta manhã, muitos consumidores reclamaram em redes sociais que não conseguiram acessar a conta-corrente pelo celular. 

O registro das chaves é quando o cliente vincula ao número do celular ou ao endereço de e-mail, por exemplo, as informações pessoais e bancárias dele. 

"A pessoa pode fazer mais de uma chave por conta. Ela pode não querer dar o número de celular dela para algumas pessoas, aí ela daria o CPF, por exemplo, para realizar a transação. Mas ela pode querer cadastrar o número para ceder a quem já tem o celular dela na agenda", explicou Brandt. 

Na prática, quem fizer o cadastramento das chaves não vai precisar informar todos os seus dados na hora de transferir dinheiro ou pagar conta pelo Pix, ela precisará apenas falar a chave cadastrada (CPF, e-mail ou número de celular, por exemplo). 

Segundo o BC, uma pessoa pode fazer até 5 chaves por conta-corrente e uma empresa, pode até 20. 

"Não há limite da quantidade de contas por pessoa, se ela tem dez contas, ela pode registrar cinco chaves em cada. Mas não é possível cadastrar a mesma chave em duas contas", explicou Mayara Yano, assessora do departamento. As chaves precisam ser validadas uma a uma. 

Segundo Brandt, o cliente não precisa ter cadastrado a chave para realizar uma operação pelo Pix, que começará a funcionar em 16 de novembro. "É instrumento de conveniência, se ele não fizer o cadastro, ele terá que informar todos os seus dados para fazer a transação", destacou. 

O BC informou que ainda não registrou problemas na plataforma. "O que tivemos foram questões pontuais de conexão com algumas instituições financeiras, o que é normal, o sistema está começando a operar", disse Brandt. 

Bolsonaro e o Pix 
Na manhã desta segunda-feira (5), o presidente Jair Bolsonaro foi questionado por um simpatizante sobre o Pix, na entrada do Palácio da Alvorada. O eleitor parabenizou o presidente pelo cadastro que, segundo ele, ajudará a população. Inicialmente, Bolsonaro pareceu não entender a que o eleitor se referia e citou outra medida do Ministério da Infraestrutura. 

"Tem uma, não li, temos uma do [ministro] Tarcísio [Freitas] nesta semana, que vai praticamente desregulamentar e desburocratizar tudo sobre aviação civil, carteira de habilitação para piloto", disse. 

O simpatizante retomou o elogio e deixou claro que se referia ao cadastro do Banco Central. Como resposta, o presidente disse que não tomou conhecimento da medida e acrescentou que falará sobre o assunto com o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. 

"Não tomei conhecimento. Vou conversar essa semana com o Roberto Campos", disse. 

Apesar de o presidente ter afirmado que não conhecia a medida, ele já a elogiou no início do ano, nas redes sociais. Em fevereiro, Bolsonaro disse que o Pix faria com que pagamentos e transferências instantâneos se tornassem realidade no país.                         (Folhapress)

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