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Polícia encerra festa de forró com 200 pessoas em Fortaleza; cantora Iara Pamella é levada para delegacia

Cantora disse que tomou susto com ação de policiais. FOTO: Kid Junior

A cantora Iara Pamella foi levada de uma festa para a delegacia do 30º Distrito Policial (DP), após ação policial contra aglomerações de eventos na noite de sexta-feira (29). A vocalista contou que teve um desentendimento com policiais e acabou sendo chamada para prestar esclarecimentos. Conforme a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Estado do Ceará (SSPDS), participavam de uma festa de forró, no bairro Jangurussu, 200 pessoas e, boa parte delas, não utilizavam máscaras. 

No total, 248 pessoas e 48 veículos foram abordados durante a operação. Diante do flagrante, para evitar a proliferação do coronavírus, os dois gerentes responsáveis pelo local foram conduzidos para o 30º DP. Na delegacia, um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) por infringir medida sanitária preventiva prevista no artigo 268 do Código Penal, em razão do descumprimento do Decreto Estadual N° 33.519, foi lavrado contra eles.

As ações contras as aglomerações foram realizadas pela Polícias Civil e Militar com apoio da Guarda Municipal de Fortaleza (GMF) com o intuito de coibir crimes, levando em consideração áreas críticas com registros de ocorrências, bem como fiscalizar locais que não estão cumprindo o decreto em vigência e reforçar o combate à criminalidade. Além da fiscalização, as equipes realizaram saturação nas regiões dos condomínio Euclides da Cunha e Alameda das Palmeiras. 

Eventos 
A forrozeira Iara Pamella terminava uma apresentação em uma casa noturna quando viaturas chegaram no local. Segundo a cantora Iara Pamella, uma das atrações da casa noturna, a ação assustou os participantes do evento. "Já havia terminado meu show meia-noite. Chegou mais de 10 viaturas da Polícia. Tinha Polícia Civil e tinha guarda municipal. Fecharam todas as saídas da casa. Disseram que não iria sair ninguém. Precisava sair, pois meu filho estava doente. Eles mandaram que quem não fosse músico saísse. Eu não aceitei e reclamei", contou a forrozeira.

Francisco Ferreira Martins, 62, dono da casa noturna, conta que não sabe qual o futuro dos próximos eventos agendados. "Para fazer dentro dos critérios que eles querem não sei se dá certo. Não sei se cobre a metade das despesas. A gente conta com um espaço para 250 a 300 pessoas, mas não estamos atendendo esse público. Já tentamos ao máximo fazer distanciamento e outras ações no espaço que temos". 

O cantor Igor Guerra também realizaria apresentação no evento, mas teve o show parado pela ação policial.

(Fonte: Diário do Nordeste)

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