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Ceará tem 64 casos de síndrome inflamatória pediátrica associada à Covid-19

Maior parte dos casos de síndrome inflamatória
pediátrica associada à Covid-19 no Ceará é atendida
no Hospital Albert Sabin. FOTO: Thiago Gadelha

A Síndrome Multissistêmica Inflamatória Pediátrica (SMIP), doença associada a Covid-19 em crianças e adolescentes, registra 64 casos no Ceará até o mês de outubro. O total de pacientes diagnosticados foi atualizado na tarde desta terça-feira (24) pela Vigilância Epidemiológica da Secretaria Estadual da Saúde (Sesa) durante uma webconferência da Escola de Saúde Pública (ESP-CE). 

Conforme o detalhamento, a maior prevalência da SMIP está no gênero feminino, com 33 casos. Homens somam 31 notificações. Analisando por faixa etária, 19 pacientes têm entre 10 a 14 anos, seguidos por 18 (5 a 9 anos); 17 (1 a 4 anos); oito menores de um ano e dois com idades entre 15 a 19 anos. 

O Hospital Infantil Albert Sabin (Hias) acumula 41 casos, o maior número entre as cinco unidades notificadoras. Na sequência aparecem o Hospital Infantil Luis de França (13), Hospital São Camilo (6), Hospital Monte Klinikum (3) e Hospital Regional Unimed (1). 

De acordo com enfermeira e assessora técnica da Vigilância Epidemiológica da Sesa, Pâmella Linhares, há expectativa de que em dezembro um boletim detalhado sobre a doença seja elaborado pela Pasta. "Temos a perspectiva de elaboração de um boletim para o próximo mês para que possamos ver essas características dos casos". 

Recorrência 
A doença começou a ser notificada em maio, quando o Ministério da Saúde em parceria com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), divulgou uma nota técnica alertando sobre a relação da SMPI com a Covid-19. 

Entre os 23 sinais e sintomas característicos da doença, 39 pacientes do Ceará apresentaram erupção cutânea (enxatema), 36 dor abdominal, 30 náusea/vômito e 34 diarreia. Um mesmo paciente pode ter sentido mais de um sintoma no momento do diagnóstico. 

"As crianças com essa síndrome precisam de repouso de pelo menos 6 meses até poderem voltar a praticar atividades físicas, e isso com acompanhamento por médicos especialistas. O processo circulatório não se resolve tão facilmente", afirma o infectologista Robério Leite, que participou da webconferência.

(Diário do Nordeste)

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