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"Vidas Negras Importam": luta antirracista no Cariri cearense realiza ato em Juazeiro

FOTO: Leandro Medeiros

Integrantes de partidos políticos de esquerda realizaram nesse domingo, dia 22, ato “Vidas Negras Importam: Justiça por Beto”. A ação foi em conjunto com movimentos sociais e ativistas comprometidos com a luta antirracista no Cariri cearense.

Membros de partidos políticos como Unidade Popular pelo Socialismo (UP), Partido Socialismo e Liberdade (Psol) e Partido da Causa Operária (PCO) participaram do ato que aconteceu em frente ao Atacadão, do grupo Carrefour, em Juazeiro do Norte, para lembrar o assassinato de forma brutal de João Alberto, homem negro de 40 anos, por dois seguranças na noite de quinta-feira (19), no Carrefour localizado na zona norte de Porto Alegre.

O encontro visou também “denunciar o genocídio do povo preto, o descaso das grandes empresas com a população e para pedir justiça por Beto, Ághata Felix, João Pedro e Marielle”. 

Para Bruna Santos, da Unidade Popular pelo Socialismo (UP) do Juazeiro, “o sentimento ali era de indignação”, pois cotidianamente se percebe “nossos corpos sendo estampados nos jornais, nosso sangue sendo derramado, nosso povo sendo explorado e esse momento está sendo para mostramos toda a nossa indignação”, disse e completou destacando que são racistas que mantém esse sistema que vai ser derrubado “porque nós vamos estar nas ruas. 

Levi Rabelo, da Unidade Popular pelo Socialismo (UP) do Juazeiro do Norte, cobrou maior participação em atos como esses e reforçou o poder da organização. “Vamos se organizar meu povo. Cada dia que passa temos menos opção”, disse. 

Em suas redes sociais, o professor, blogueiro e ativista dos direitos civis e humanos das populações negras, Nicolau Neto, destacou que a morte brutal de João Freitas, na véspera do Dia da Consciência Negra e a forma como o assunto foi visto e tratado pelo presidente e pelo vice (Bolsonaro e Mourão) representa o quadro fiel de um Brasil fictício que tentam nos passar desde a invasão dos portugueses. 

Para ele, “a morte do João teve conotação racista. O Brasil é um pais racista e a luta histórica contra o racismo travada pelo movimento negro no Brasil demonstra isso”.

(Fonte: Site Miséria)

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