Header Ads

Cashback: como funciona a modalidade que 'devolve' dinheiro na hora da compra

Foto: Jirapong Manustrong/Shutterstock

É cada vez mais comum ir ao supermercado ou a uma loja e ter a opção de comprar um produto e receber parte do seu dinheiro de volta. Esse sistema de recompensas, denominado de "cashback", cresceu no Brasil neste ano e tem conquistado os consumidores cearenses. Especialistas afirmam que esse modelo de pagamento é vantajoso tanto para o cliente quanto para a empresa, mas alertam que são necessários cuidados para o consumidor na hora de comprar.

Qual é a média do retorno? 
Ao utilizar esse sistema de compras, o cliente recebe uma porcentagem do valor pago em um determinado produto de volta, o qual pode ser utilizado em uma futura aquisição ou em lojas parceiras. Esse retorno varia, em geral, de 1% a 5%, mas o percentual pode ser mais alto a depender da loja, categoria e do produto comercializado, afirma o professor da Faculdade CDL, Christian Avesque. 

O valor expira? 
Na prática, ele explica que se o consumidor efetua uma compra, por exemplo, de R$100 e ele tem direito a 5% de cashback, logo ele terá o reembolso automático de R$5 para sua conta, como uma espécie de “carteira virtual”. “Esses R$ 5 não vencem, não expiram, pode deixar lá 5 anos, 3 anos, 4 anos, e pode ir acumulando. 

Posso usar só uma parte do cashback? 
De acordo com o especialista, o crédito pode ser usado integralmente de uma única vez, mas o consumidor também tem a opção de utilizar apenas uma parte do valor. "Pode usar parte dinheiro, parte cashback também”, esclarece. 

Como usufruir do serviço? 
O cashback pode ser utilizado em lojas físicas e virtuais. Para usufruir do serviço, o consumidor precisa apenas ter realizado um cadastro no aplicativo ou no site utilizado pela loja, e no momento da compra informar a “chave” utilizada no cadastro, como o CPF. Também é necessário ter um cartão cadastrado. 

Quais são as vantagens? 
Devolver parte do dinheiro para o cliente é vantajoso para ambas as partes, indica Christian Avesque. Segundo ele, quando a empresa reembolsa com o cashback, ela já garante uma futura venda. O sistema permite ainda que a loja mapeie o hábito de compra do consumidor. 

“Ela cria um banco de dados sobre o hábito de compras do consumidor. Quais são as categorias que ele compra, qual o ticket médio, percentual de desconto que está sendo dado, ou seja, a empresa tem uma inteligência de mercado para acompanhar cada compra. Isso a torna muito mais eficiente quando ela vai fazer estoque porque vai consolidando dados e informações do hábito de compra”, explica. 

Outro ponto vantajoso para as empresas é a redução dos custos operacionais, que antes eram empregados em outros serviços de recompensas, como os de pontuação, aponta Avesque. “Não precisa ter mais serviços de atendimento, não precisa ter mais regulamento, não precisa ter gente que tire dúvidas, é automático, você reduz o custo operacional enorme, basta colocar o percentual que o consumidor vai ter de retorno”, afirma. 

O cashback também é um sistema de utilização mais simples para o consumidor, conforme Avesque. Diferentemente do programa de pontos em troca de “prêmios”, tradicional em diversas lojas, o cashback devolve o dinheiro. Assim, o cliente tem uma exata noção do crédito que ele pode utilizar na próxima compra. 

Para o cliente, a vantagem está, sobretudo, no reembolso do dinheiro. Quanto mais ele consome, mais retorno tem. Por esta razão, o cashback é mais benéfico para consumidores que já possuem uma relação de fidelidade com a empresa. 

Quais cuidados devo ter? 
Essa recompensa, no entanto, pode se tornar uma armadilha, aponta o professor da CDL. De acordo com ele, se o consumidor não possui uma educação financeira para identificar se realmente necessita daquele produto ou não, ele pode gerar um superendividamento. Por isso, é necessário pesquisar e analisar a situação antes de comprar.

(Fonte: Diário do Nordeste)

Nenhum comentário

Tecnologia do Blogger.