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Pandemia agrava demora na reforma de hospital pediátrico, em Juazeiro do Norte

FOTO: Antonio Rodrigues

Problema estrutural na laje e a pandemia do novo coronavírus resultaram no atraso da obra de reforma e ampliação do Hospital Infantil Maria Amélia Bezerra de Menezes, em Juazeiro do Norte. Os serviços deveriam ter sido concluídos em maio passado, mas apenas agora o cronograma chegou a 50%. Não há previsão para conclusão da obra. O prazo inicial era de 18 meses. 

O atraso traz impacto para moradores de 45 municípios da macrorregional de Saúde do Cariri. A unidade hospitalar deverá ser referência em pediatria para a região. O orçamento é de R$ 4,5 milhões, em convênio com o Governo do Estado. 

Atendimento 
Na manhã dessa terça-feira (8), a dona de casa Gorete Limeira acompanhou o filho de oito anos com quadro de pneumonia agravado para o Hospital Estephânia Rocha Lima, no Centro em Juazeiro do Norte. "Se o Hospital Maria Amélia estivesse funcionando, acho que as condições de atendimento seriam melhores", ponderou. 

Parte da antiga unidade foi demolida e as instalações hidráulicas, elétricas, sanitárias e a construção das novas estruturas da ampliação avançaram nos primeiros seis meses. O projeto amplia de 20 para 50 leitos, sendo dez cirúrgicos e prevê otimização do espaço. 

O atendimento em pediatria foi transferido, ainda em junho de 2018, para o Hospital Estephânia Rocha Lima, que foi reestruturado - salas climatizadas, aberturas de consultórios e de leitos. 

Inicialmente, houve dificuldades de contratação de empresa para a obra. Em maio e agosto de 2018, na fase de habilitação do processo de licitação, as empresas não estavam aptas segundo critérios legais. A ordem de serviço para início da obra veio em 7 de novembro de 2018. 

O presidente da Associação dos Municípios do Ceará (Aprece), Nilson Diniz, lembrou que "é comum atraso no cronograma de execução de obras públicas e que neste ano, por causa da pandemia, muitos projetos sofreram paralisações e atraso com redução do número de operários". 

Ele lembrou a importância de ter um hospital referência e exclusivo em pediatria "para atender à macrorregião, com melhor suporte, e não ter em uma mesma unidade adultos e crianças". 

Esclarecimento
Por meio de nota, a Secretaria de Saúde de Juazeiro do Norte informou que as obras estão adiantadas, mas não precisou percentual de cronograma. O Município esclareceu que no decorrer da obra foi "descoberta uma falha na estrutura da laje, que iria comprometer a segurança e, por isso, houve necessidade de modificação do projeto que resultou no atraso da obra".

Climatização
Com relação ao atendimento das crianças, a Prefeitura informou que o Hospital Maria Amélia "já funcionava de forma precária e que houve climatização e melhoria da estrutura do Hospital Estephânia Rocha Lima, sem prejuízo para o atendimento dos pacientes locais". Por último, avaliou que "houve melhores condições de assistência ambulatorial e hospitalar". 

A Secretaria da Saúde do Estado foi questionada pela reportagem sobre o atraso, mas até o fechamento desta edição não se manifestou.

(Fonte: Diário do Nordeste)

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