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Banco do Brasil em Juazeiro paralisa nesta sexta (29); agência do Pirajá corre risco de fechar


Cumprindo paralisação nacional nesta sexta-feira (29), as agências do Banco do Brasil (BB) em Juazeiro do Norte estão com atendimento suspenso devido adesão à greve dos servidores. O objetivo é a manifestação contra as medidas de reestruturação anunciadas pela empresa , que pretende fechar 112 agências e desligar cinco mil funcionários, incluindo a unidade do bairro Pirajá. 

No último dia 15 de janeiro, após anúncio do fechamento nacional de agências do BB, um dos funcionários do banco informou à imprensa pela jornalista juazeirense Fernanda Alves que a unidade do bairro Pirajá, uma das agências descentralizadas mais importantes da cidade, poderia ser fechada. O Deputado Federal José Guimarães (PT-CE), representante do Cariri em Brasília, informou a jornalista que encaminharia requerimento para solicitar audiência pública junto ao presidente do banco, André Brandão, para reverter a situação e não prejudicar a população caririense que necessita da unidade funcionando. 

Na manhã desta sexta (29), todas as três agências de Juazeiro do Norte, localizadas no centro da cidade, no Cariri Shopping e no bairro Pirajá colocaram cartazes informando estarem em greve, mobilizada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas do Ramo Financeiro no Estado do Cariri (SINTRAFI). 

A decisão de fazer uma paralisação de 24 horas a partir desta sexta, foi tomada na última segunda-feira (25) em assembleia virtual de funcionários do banco. Segundo nota do Sindicato dos Bancários de Brasília, os trabalhadores cruzarão os braços durante um dia, em manifestação à proposta de reestruturação da instituição. Uma das principais críticas dos funcionários é a redução salarial de até 40%, e no caso do Cariri, o fechamento de agências como anunciado em Juazeiro do Norte. 

O movimento em âmbito regional e nacional é tomado, além dos sindicatos no Estado e no Cariri, pela Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro do Nordeste (CONTRAF NE) e Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da Central Única dos Trabalhadores (Contraf-CUT). 

Medida de cortes 
O presidente Jair Bolsonaro chegou a avaliar demitir o presidente do banco, André Brandão, devido à repercussão da medida, mas recuou após pedido do ministro da Economia, Paulo Guedes. 

O BB informou ao mercado a decisão sobre a reestruturação no último dia 11 de janeiro. A medida, de acordo com o banco, visa ganhos de eficiência operacional. A estimativa é economizar R$ 353 milhões em 2021 e R$ 2,7 bilhões, até 2025. Uma das metas da instituição é reduzir as agências físicas e reforçar a sua presença digital. O banco tem hoje 22 milhões de clientes digitais e quer conquistar mais 5,5 milhões em 2021. As medidas levantaram suspeitas de que o banco se prepara para uma privatização, mas o presidente Jair Bolsonaro já disse diversas vezes que isso não ocorrerá em seu governo.

(Fonte: Site Badalo)

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