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Busca por oxímetros segue em alta e varejistas citam falta do equipamento no Ceará

Foto: Shutterstock

Por meio de atualização publicada na última semana, a Organização Mundial de Saúde (OMS) sugeriu a pacientes com Covid-19, que estejam em casa, monitorar os níveis de oxigênio com o oxímetro. No Ceará, a procura pelo aparelho fez o produto desaparecer em boa parte das farmácias. 

Segundo o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos de Estado do Ceará (Sincofarma), Fábio Timbó, acontece atualmente uma certa dificuldade no setor. “O informativo que chega ao Sincofarma é que existe a falta e as farmácias estão reféns da indústria, que também sente dificuldades na produção e entrega destes produtos”, detalha. 

No entanto, Timbó atualiza que os oxímetros não eram procurados e nem havia uma venda significativa destes itens antes da pandemia. "Ficava na prateleira por meses e até anos. Não havia uma procura efetiva e as farmácias não faziam estoque. Por volta de agosto e setembro começaram a procurar o equipamento, inclusive o termômetro também. O varejo farmacêutico se deu conta, por conta dessa demanda, e começou a pedir dos fabricantes a quantidade maior desse produto”, contextualiza. 

Oxímetro era algo exclusivo do dia a dia profissional, relembra o fisioterapeuta Guilherme Pessoa. Com o surgimento dos casos de infecção por coronavírus, o item passou a ser um item necessário no ambiente particular. 

"Eu já tinha o oxímetro como aparelho de trabalho. Com a pandemia, passei a utilizar também em casa. Percebi o aumento da procura do oxímetro em meus familiares, de medir como está essa oxigenação sanguínea. Seja por que a pessoa apresentou uma síndrome gripal, ou por ansiedade em saber como estavam os níveis de oxigênio", descreve o entrevistado. 

Precauções 
O oxímetro afere o nível de oxigênio no sangue, que costuma cair em pacientes que desenvolvem casos mais graves da Covid-19. O resultado no visor do aparelho aponta porcentagem que varia entre 0% e 100%. “O oxímetro é um aparelho que mede a concentração de oxigênio no sangue por luz infravermelha”, explica o médico emergencista, Khalil Feitosa. 

Por essas características, algumas situações podem influenciar na medição, afirma o especialista. Ele enumera desde o uso de esmaltes escuros nas unhas, à temperatura da extremidade dos dedos. "Como sofre influência de muitas variáveis, caso de temperatura da pele, luz do ambiente, utilização do esmalte, o usuário ter algum problema vascular, orientamos sempre utilizar sob acompanhamento de uma equipe médica", aponta. 

O oxímetro foi e continua importante na residência do fisioterapeuta Guilherme Pessoa. “Tentamos não ficar tão dependentes do aparelho, mas sabendo que ele é um sinal clínico e que outras coisas precisam ser avaliadas para saber se você está doente", detalha. 

O fisioterapeuta recomenda atenção no tocante ao manuseio do aparelho. "É importante que o paciente não faça mensuração após ter realizado exercício intenso. Em situações como, chegou de uma caminhada, estava subindo escadas, fazendo alguma atividade em casa. Precisa ser feito no repouso, que a extremidade dos dedos não esteja fria. Por exemplo, se você dormiu a noite toda no ar-condicionado pode dar alteração. Pessoas que usam esmalte na unha, principalmente da cor escura, podem alterar o valor”, divide Pessoa. 

Mercado 
“Por nossa experiência, a nível nacional, infelizmente, a indústria farmacêutica passa por um problema de produção”, assevera Fábio Timbó. Para o integrante da Sincofarma, entidade que representa cerca de 2.500 farmácias no Ceará, em um ano normal, é comum a falta de produtos na casa de 10 a 15%. A pandemia só agravou esta realidade. 

“A indústria farmacêutica também foi atingida por essa pandemia. Ela está dentro dos laboratórios, nas distribuidoras e farmácias. Temos profissionais que tem comorbidades, possuem mais de 60 anos e estão afastados. Tem sido difícil para muita gente. De sorte que, estamos solicitando aos distribuidores, junto à indústria farmacêutica que possam tentar empreender os esforços necessários para minimizar essas faltas e que tenha uma regularização, estabelece. 

Pela experiência no setor, o presidente do sindicato explica que, independente do aumento, o comércio tenta se abastecer não só de medicamentos e EPIs, bem como dos acessórios como termômetro e oxímetro. Ele faz um apelo à população e alerta que não há necessidade de fazer estoque de medicamentos. 

“Se você estocar de forma desnecessária, haja vista que, são produtos pré-vencidos, você pode fazer com que esse produto falte a alguma pessoa que efetivamente tenha uma necessidade emergencial”, finaliza Fábio Timbó.                  (Fonte: Diário do Nordeste)

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