Header Ads

Covid: Previsão é que vacina chegue à rede privada do Ceará somente após abastecimento do SUS

Foto: AFP

Embora a corrida pela vacina contra a Covid-19 continue, a aplicação das doses deverá ocorrer primeiro na rede pública de saúde, para só depois chegar à rede privada no Brasil.  No Ceará, a dinâmica consequentemente é a mesma, segundo o médico pediatra João Cláudio Jacó, diretor técnico da clínica de vacinação Dra. Núbia Jacó, em Fortaleza. A unidade faz parte da Associação Brasileira das Clínicas de Vacinas (ABCVAC), que negocia a compra de doses da Covaxin, vacina contra a Covid-19 em fase de desenvolvimento na Índia, pela empresa farmacêutica Bharat Biotech. 

O diretor técnico explica que apesar da negociação, ainda em fase inicial, a prioridade para iniciar a imunização é do Sistema Único de Saúde (SUS). “A gente não tem ainda nenhum tipo de definição, porque o cenário que eu imagino é de que o SUS inicia a vacinação bem anterior à disponibilização na rede privada. Então, o SUS, nos grupos prioritários, em cada etapa, eles vão cumprir. E num momento posterior serão as clínicas particulares, quando tiverem disponibilidade”, detalha.

Segundo João Cláudio Jacó, a ABCVAC entrou em contato com diversos laboratórios que possuem vacinas ainda em processo de aprovação, e a maior parte das respostas estava sendo destinada às demandas da rede pública. O laboratório da farmacêutica indiana teria sido um dos únicos que, a princípio, não havia começado a negociar para a rede pública brasileira. 

“Em relação às outras vacinas, vão atender inicialmente ao sistema público, mas vamos aguardar que possam existir lotes disponíveis para atender a demanda privada. Ainda é tudo muito incerto”, avalia. 

O Sistema Verdes Mares tentou contato com as demais clínicas que podem vir a receber a vacina na rede privada no Ceará, mas os representantes das unidades não se manifestaram. 

No Ceará, o plano estadual de vacinação contra a Covid-19  tem como prioridade: os trabalhadores de saúde, idosos acima de 75 anos, pessoas de 60 anos ou mais institucionalizadas, população indígena, pessoas com comorbidades, professores, membros das forças de Segurança, colaboradores do sistema prisional e população privada de liberdade, população em situação de rua, trabalhadores do transporte coletivo, transportadores rodoviários de carga e pessoas com deficiência permanente severa. 

A projeção é de que sejam necessárias 2,6 milhões de doses para os grupos prioritários. 

Aprovação emergencial 
Inicialmente, 5 milhões de doses estão em negociação com o laboratório indiano, mas a chegada da imunização no Brasil depende de permissão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). 

Caso seja aprovada pelos órgãos reguladores nacionais, a vacina — que deve ficar disponível no mercado internacional ainda em fevereiro — pode chegar nas clínicas associadas em março. Nas estimativas da Associação, 70% das clínicas privadas brasileiras são representadas pela ABCVAC. 

Administrada em duas doses, a Covaxin foi aprovada emergencialmente pelo governo indiano antes do encerramento da terceira fase de testes. O país é o único a permitir a aplicação da vacina, aprovada no último sábado (2). De acordo com a ABCVAC, o imunizante introduz no organismo um anticorpo neutralizante, o que provocaria uma resposta imune. 

Na última etapa de estudo antes da liberação para uso emergencial, a Covaxin foi aplicada em 26 mil voluntários em 22 localidades da Índia, segundo a Associação de Clínicas particulares.

(Fonte: Diário do Nordeste)

Nenhum comentário

Tecnologia do Blogger.