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Índia começa a exportar vacinas nesta semana; Brasil fica de fora

Foto: Francis Mascarenhas/Reuters

A Índia vai começar a exportar vacinas contra Covid-19 para seis países, e nenhum deles é o Brasil. Em uma nota divulgada pelo governo, foi informado que serão vendidas doses para os seguintes compradores: 

Butão; Ilhas Maldivas; Bangladesh; Nepal; Mianmar; Ilhas Seychelles. 

O Brasil não é citado no texto, apesar de o governo do presidente Jair Bolsonaro ter previsto a compra para o futuro próximo. 

Na semana passada, após expectativa de que as vacinas fosse enviadas para o Brasil já no último fim de semana (o avião sairia de Campinas no dia 14, com previsão de um voo de 15 horas), o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Índia, Anurag Srivastava, afirmou que era muito cedo para dar respostas sobre exportações das vacinas produzidas no país, já que a campanha nacional de imunização ainda está só começando. 

Pouco depois, Bolsonaro afirmou, sem detalhar, que a viagem poderia ocorrer “daqui a dois, três dias”. 

Nesta segunda (18), o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse que a diferença de fuso horário complica as negociações — e não definiu nenhum prazo. 

“Todos os dias nós temos tido reuniões diplomáticas com a Índia. O fuso horário é muito complicado. Não há uma resposta positiva de saída até agora. Está sinalizado para os próximos dias desta semana o embarque da carga para cá”, disse o ministro. 

A nota da Índia ainda cita três outros países, Sri Lanka, Afeganistão e Ilhas Maurício, para os quais ela deve exportar, mas ainda aguarda documentos. 

O país vai fornecer vacinas a outros países nas próximas semanas e meses em etapas, segundo o texto. 

O governo afirmou que será garantido que os fabricantes domésticos terão estoques adequados para o abastecimento interno ao fornecer para fora. 

No texto divulgado pelo governo não há referência a qual vacina será exportada. 

Mais cedo, a agência Reuters havia publicado um texto, com base em informações de fontes que pediram para não serem identificadas, que dizia que o Butão e Bangladesh iriam receber vacinas fabricadas pelo Serum Institute of India (SII). 

O SII manufatura as vacinas desenvolvidas pela AstraZeneca em conjunto com a Universidade de Oxford. 

Segundo o texto da agência, o Butão vai receber as vacinas na quarta-feira, e Bangladesh, na quinta-feira. O número de doses destinado ao segundo país é de 2 milhões. Não há informações sobre a quantidade exportada ao Butão. 

Vacina de manutenção mais fácil 
A SII é o maior fabricante mundial de vacinas. A Índia recebeu pedidos de dezenas de nações para iniciar as exportações da vacina da empresa. 

O governo, no entanto, queria lançar a campanha de vacinação em seu próprio antes de começar a vender para outros, disse uma das fontes. 

No sábado, a Índia começou a sua campanha com a vacina Oxford e AstraZeneca e com uma outra, desenvolvida pela Bharat Biotech, para profissionais de saúde. 

A vacina AstraZeneca pode ser armazenada em geladeiras e é vista como uma opção mais viável para muitas nações mais pobres do que as vacinas da Pfizer e Moderna, que exigem uma manutenção mais custosa. 

A SII disse que espera uma autorização de uso de emergência da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a vacina. 

Quando isso acontecer, ela vai ter o caminho livre para fornecer doses a uma iniciativa que visa distribuir de forma justa as doses de Covid-19 em todo o mundo, a Covax.

(Fonte: G1)

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