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Clínicas de fisioterapia e terapia ocupacional deverão seguir novas normas ao ampliar atendimento no Ceará


Visando dar mais suporte à recuperação de pacientes infectados por Covid-19, o novo decreto de lockdown no Ceará liberou a ampliação do atendimento presencial em clínicas de fisioterapia e terapia ocupacional do Estado. Os locais que ofertam os serviços, no entanto, deverão seguir regras de notas técnicas emitidas pelo Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da Sexta Região Ceará (Crefito-6).

Antes da publicação do decreto, no sábado (27), a partir do qual o Governo prorrogou o isolamento social rígido no Estado até 4 de abril, os serviços em clínicas do tipo eram permitidos, mas somente em situações consideradas emergenciais.  

‘SEGURANÇA E RESPONSABILIDADE’ 
As notas técnicas emitidas pelo Crefito-6 dão orientações que vão desde o funcionamento do consultório que utiliza o método Pilates, por exemplo, aos tipos de procedimentos de biossegurança a adotar diante de casos confirmados ou suspeitos de Covid nos atendimentos.

Os documentos ainda reiteram a obrigatoriedade de serem seguidas as normas de segurança determinadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para evitar a contaminação pelo coronavírus.

"A gente já vinha fazendo os atendimentos dentro das normas técnicas do Conselho e agora vamos ampliar isso, com a maior segurança e responsabilidade", reforça o presidente do Crefito-6, fisioterapeuta Ricardo Lotif Araújo.  

“Essa variante é muito mais fácil de contrair, então temos que fazer tudo para ter o distanciamento correto, explicando nas normas técnicas”, acrescenta.

MAIOR DEMANDA 
De acordo com Araújo, os fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais já esperavam a ampliação do atendimento nas clínicas. Sobretudo, pela quantidade cada vez maior de pacientes acometidos por Covid-19, doença respiratória aguda que demanda acompanhamento profissional posterior.  

Por isso, diz ele, a quantidade de profissionais disponíveis para atender a tantos pacientes se torna insuficiente. Especialmente em casa, pois resulta em mais custos no deslocamento dos profissionais.

“Alguns hospitais particulares, que é o mais comum, não têm programas de atendimento domiciliar, como o São José tem, por exemplo. Então, tem que ter gente especializada para [fazer] isso”. 

ATENDIMENTO REMOTO É RECOMENDADO SEMPRE QUE POSSÍVEL 
Ao contrário das clínicas de psicologia, que receberam a orientação do Conselho Regional para permanecerem com o atendimento remoto, as clínicas de fisioterapia e terapia ocupacional poderão manter as consultas online, mas somente quando possível.  

Conforme o presidente do Crefito-6, as consultas do tipo continuam sendo recomendadas, mas a depender do quadro clínico e da possibilidade de acesso remoto do paciente.

“Tudo é questão do risco-benefício. Dependendo de como a pessoa está, se der pra fazer [a consulta] online, a gente tem” essa possibilidade de flexibilização. 

Ricardo Lotif Araújo lembra também que grande parte dos atendimentos realizados por fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais dependem de avaliação física, do toque. Portanto, o atendimento presencial é, muitas vezes, imprescindível. 

“Às vezes, tem aparelho que você não consegue levar à casa da pessoa, não tem como resolver tudo lá. Muitas vezes, eles [pacientes] não sabem nem como fazer o exercício, se a gente não fizer por eles, iniciando com estímulos elétricos, por exemplo". 

Fonte: Diário do Nordeste

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