Um enfermeiro do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), de Juazeiro do Norte, vacinado com a primeira dose contra o novo coronavírus, testou positivo para a Covid19, na última terça-feira (23).

Damian de Firmino, tomou a primeira dose da vacina no dia 22 de janeiro e iria tomar a segunda dose no dia 22 de fevereiro, mas apresentou sintomas gripais. O profissional de saúde fez o exame e no sábado saiu o resultado comprovando a infecção pelo Sars-CoV-2.

"Que tempos difíceis! Tenho me protegido, tomado todo o cuidado necessário", escreveu em um post na rede social, Damian de Firmino.

Ainda na publicação, o profissional de saúde pediu a oração dos amigos e reforçou a necessidade do cuidado. "Já estou no 5º dia de luta. Peço aos amigos e familiares que orem para que Deus esteja a frente de tudo. Tomem cuidado, se cuidem, sejam prudentes, protejam quem vocês amam! Conto com a oração de todos", finaliza.

Damian contou que no início dos sintomas, se sentiu muito mal, mas não precisou ser hospitalizado. O enfermeiro segue se recuperando em casa, fazendo uso de medicamentos.

Em entrevista a agência EFE, a infectologista Ceuci Nunes, diretora do Hospital Couto Maia, em Salvador, explica que casos assim não são "algo excepcional", já que as vacinas costumam oferecer "maior proteção cerca de 20 dias após a segunda dose".

Ela acrescentou que a eficácia das vacinas é "comprovada cientificamente" para prevenir casos graves de covid-19, mas a comunidade médica ainda não sabe se eles são capazes de prevenir as manifestações mais brandas. 

“As vacinas protegem muito bem contra os casos graves e reduzem as hospitalizações, mas ainda não sabemos se são capazes de reduzir as infecções. Ou seja, posso ser vacinado, infectar, não adoecer e ainda transmitir o vírus”, frisou a médica.

Os cuidados dos vacinados devem permanecer os mesmos que o dos não vacinados – como uso de máscara, distanciamento ou isolamento social e higienização constante das mãos. A recomendação vale para até depois da segunda dose, principalmente com o avanço de novas variantes no Brasil.

(Com informações da agência de notícias EFE e do site Papo Reto Cariri)

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