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Março já registra mais de 1.000 mortos por Covid-19 no Ceará

O Ceará já registra 12.870 mortes por Covid-19. FOTO: Camila Lima

Somente entre 1º e 19 de março, o Ceará já registrou 1.024 mortes por Covid-19, o que resulta em uma média de 54 óbitos por dia. Os dados estão disponíveis na plataforma IntegraSUS, da Secretaria Estadual da Saúde (Sesa).

O Ceará não registrava mais de 1.000 óbitos por mês pela doença desde julho do ano passado, quando fechou o período com 1.191 ocorrências fatais. Cabe lembrar que o mês de março de 2021 não acabou e o IntegraSUS ainda vai contabilizar os óbitos ocorridos entre os dias 20 e 31.

Em 1º de março, o Estado registrava 11.846 óbitos acumulados desde o início da pandemia. Já na última sexta-feira (19), o registro mais recente da Sesa, o total de mortes acumuladas chegava a 12.870, somando, portanto, 1.024 novas mortes no período.

Apesar do aumento, o total de mortes em março ainda não se aproxima do número verificado em maio do ano passado, no pico da primeira onda da pandemia. No mês, 3.827 pessoas perderam a vida no Ceará em decorrência da Covid-19.

Óbitos por dia em UPAS crescem

O cenário preocupante também se reflete dentro das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Até às 18h05 desta segunda-feira (22), o IntegraSUS apontava para 35 mortes no dia, ocorridas em algumas das 31 UPAs listadas na plataforma. O número é o mesmo de 20 de março. Estes registros foram os maiores já verificados desde 14 de maio, quando as mortes nas Unidades de Pronto Atendimento do Ceará chegaram a 42 no dia.

Maioria das mortes ocorre em Fortaleza

Das 1.024 mortes por Covid somadas no Ceará em apenas 19 dias do mês de março, 552, ou 54%, se concentraram em Fortaleza. Em julho do ano passado, quando o Estado também passava de 1.000 óbitos, 208 (17,46%) ocorreram na Capital.

Em 14 de maio do ano passado, quando as UPAs do Estado tinham maior acúmulo (42) de mortes no dia, 35 delas, ou 83,3%, ocorreram em Fortaleza. Hoje, por exemplo, já houve 22 óbitos em UPAs da Capital, dentre os 35 contabilizados no Ceará até 18h05. Mais uma vez, Fortaleza concentra mais da metade dos óbitos do Estado.

Pressão assistencial

O aumento de óbitos neste mês, sobretudo na Capital cearense, se deve ao aumento exponencial da demanda na rede hospitalar. Foi o que afirmou o gerente da Célula de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde de Fortaleza, Antônio Silva Lima Neto, durante live realizada pela Prefeitura de Fortaleza na manhã de hoje.

“A média [móvel] de óbitos [em Fortaleza] tem aumentado de maneira bem importante por conta de uma grande pressão assistencial, de um número muito grande de pacientes que ainda estão internados em todos os pontos do sistema e nas nossas Unidades de Pronto Atendimento”.

Em decorrência do forte aumento de sobrecarga nas redes de saúde, Fortaleza atingiu média móvel de cerca de 40 óbitos, contabiliza. “Ainda é uma média elevada e, por essa razão, a gente tem que enfatizar mais uma vez a importância de seguir todas as recomendações” do lockdown. “É mais do que importante nesse momento”.

Conforme o especialista, a média de casos confirmados de Covid em Fortaleza “continua elevada”, próxima a mil. Mas já há indícios de que este aumento vem desacelerando, justamente devido ao decreto de isolamento social rígido, em vigor na Capital há 18 dias.

Maior população

Para a epidemiologista e professora da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará, Caroline Gurgel, é natural que Fortaleza seja o município cearense a somar o maior número de casos e óbitos, tendo em vista que é a cidade onde está concentrada maior parte da população.

“Sempre Fortaleza vai ter o maior número e, além disso, ela é polo. Muita gente vem de áreas vizinhas e, às vezes, acabam colocando na declaração de óbito que são daqui. Então, acaba que superestima o valor de Fortaleza”, diz, ressaltando, por outro lado, que a taxa de mortalidade pela nova cepa é “assombrosa”.

Tanto o nível de transmissão quanto o processo inflamatório da nova cepa são “muito mais rápidos”, avalia a epidemiologista. Para ela, hoje é difícil até mesmo apontar um fator de risco. “Na primeira [onda] ficava muito bem definido, tinha idoso, [pessoas com] comorbidade. Agora não. Tem metade das pessoas com comorbidade e outra com nada”.

Dados da Covid no Ceará

O Ceará contabilizou, até às 10h07 desta segunda, 511.019 casos confirmados de Covid-19, com 12.870 óbitos pela doença. Há ainda 68.473 casos em investigação e 353.918 casos recuperados, conforme a plataforma IntegraSUS. A taxa de letalidade no Estado é de 2,5%. Em Fortaleza, o número de óbitos chega a 5.567, com 155.343 casos confirmados. Há 28.509 casos em investigação na Capital e 71.797 recuperados.

Fonte: Diário do Nordeste

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