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Morre em Juazeiro perto dos 116 anos a mulher mais idosa do Ceará

Registro feito quando Dona Rui comemorou os 114 anos de idade, no ano de 2019

A aposentada Julia Amélia da Conceição, que era conhecida por “Dona Rui”, morreu no início da madrugada deste sábado (20), em sua residência prestes a completar 116 anos. Ela nasceu no dia 5 de maio de 1905 no município de Santana do Ipanema (AL), residia na Rua São Benedito, 1585 (Franciscanos) e será sepultada na tarde de hoje no Cemitério São João Batista em Juazeiro. Talvez fosse uma das mulheres mais idosas do Brasil, já que a, também alagoana de Pilar, Josefa Maria da Conceição tem 119 anos.

Dona Rui veio residir com os pais na terra de Padre Cícero, tendo aqui chegado em fevereiro de 1925 procedente de Alagoas com apenas 20 anos e Juazeiro se preparava para comemorar 14 anos de emancipação política. Além disso, Padre Cícero ainda viveria mais oito anos e, por diversas vezes, esta romeira alagoana esteve na casa dele a qual, como lembra, era sempre repleta de fiéis. Também recordava o triste dia da morte do “Padim” aos pés de quem costumava se ajoelhar, pedir as bênçãos e tocar sua batina.

A longeva mulher costumava dizer que o segredo era dormir e se alimentar bem, não dispensando a comida da roça como macaxeira, inhame, batata, feijão de corda, fava, milho, fubá de milho, amendoim e outros mais. O prato predileto dela era galinha caipira com pirão, mas isso ficou apenas na vontade já há alguns anos. Em 2019, ainda saiu de casa para almoçar na residência de um parente, mas, ano passado, não foi possível qualquer tipo de comemoração.

Por conta da pandemia do novo coronavírus todos os cuidados vinham sendo observados e Dona Rui só tinha contato com a sua sobrinha e cuidadora, Ivani Pereira Silva. Ela se alimentava bem e vivia deitada a maior parte do tempo. “A saúde tá boa. Só em a gente estar viva”, dizia a romeira alagoana. Cedo, tomava café com leite e bolacha até a hora do almoço quando lhe era servida uma canja. Um pouco mais tarde, um suco de maçã ou mamão encerrando as refeições do dia com um mingau.

Uma coisa que a deixava feliz era frequentar a igreja, principalmente aos domingos, mas, também, ficou no passado. Nos últimos anos já nem enxergava mais e nem escutava direito, além de reclamar de dores nas pernas e enfrentar dificuldades para dormir.

Fonte: Site Miséria

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