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Psicólogos do Cariri reivindicam reconhecimento do atendimento psicológico como serviço essencial

Foto: Alex Green/Pexels

No último sábado, o Ceará inteiro entrou em lockdown. O isolamento social rígido foi determinado pelo Decreto Estadual Nº 33.980 para diminuir a circulação viral do coronavírus, evitar a formação de novas mutações do vírus e o colapso da saúde pública. Uma série de serviços e atividades econômicas foram reconhecidos como essenciais por serem indispensáveis ao atendimento das necessidades da comunidade. No entanto, o atendimento psicológico não integra essa lista.

Cerca de 300 psicólogas e psicólogos do Ceará participam de um movimento independente e autônomo intitulado MobilizaPsiCe. De acordo com a psicóloga caririense, Sammyra Alencar Santana, o objetivo do movimento é promover o diálogo com as autoridades competentes, “sensibilizando e orientando quanto a essencialidade dos serviços de Psicologia, a citar, as situações de urgências e emergências psicológicas”.


“Existem demandas, na Psicologia, onde os atendimentos online são inviáveis. E nossa categoria se encontra angustiada por perceber consulentes em sofrimento, sem condições de atendimento online e os profissionais, mediante o decreto, impedidos de atendê-los. E isso conflita com nosso Código de Ética Profissional que postula ser dever nosso promover atendimento de qualidade em condições adequadas”, explicou a psicóloga, Sammyra Alencar.

Representantes da base do governo no Cariri e os deputados estaduais Nelinho (PSDB) e Fernando Santana (PT) estão em diálogo direto com o movimento. O PMDBista apresentou o Projeto de Lei (PL) 108/21, que reconhece os atendimentos clínicos psicológicos como atividade essencial no Ceará. No entanto, o PL ainda está tramitando na Assembleia Legislativa. Já o petista havia marcado uma reunião com o governador Camilo Santana (PT) para “interceder” pela categoria.

Fonte: Site Miséria

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