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Ceará tem avanço da área de seca moderada no mês de março, segundo Monitor de Secas

Ceará tem avanço da área de seca moderada no mês de março. Foto: TV Verdes Mares

O Ceará apresentou, no mês de março, avanço da seca moderada (S1) em direção ao litoral leste, que passou de 34% para 36% do território cearense em comparação ao mês de fevereiro, conforme a última atualização do Monitor de Secas, divulgada nesta sexta-feira (23).

Segundo o levantamento, esta é a maior extensão de seca moderada no Estado desde fevereiro do ano passado, quando 57,7% do território cearense enfrentou esse grau de severidade.

De acordo com o levantamento, permanecem os impactos de curto e longo prazo (CL) na porção central do estado e de curto prazo (C) nas demais áreas.

O estudo aponta ainda que o Ceará está entre os sete estados do país onde o fenômeno da seca ocorreu em 100% do território no último mês em comparação a fevereiro.

Os outros seis são: Mato Grosso do Sul, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Sergipe. O Distrito Federal e o Espírito Santo são as únicas unidades da Federação sem o fenômeno.

Em termos de área com seca por quilômetros quadrados, o Ceará aparece em 11º lugar, com 148.826 km². A Bahia (567.295 km²) lidera a área com seca, seguida por Mato Grosso do Sul ( 357.125 km²) e Minas Gerais (355.436 km²), com base no território de cada unidade da Federação acompanhada.

O Monitor abrange as cinco regiões do Brasil, o que inclui os nove estados do Nordeste, os três do Sul, os quatro do Sudeste, Tocantins, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul.

Conforme o Monitor, o Nordeste registrou uma piora na condição de seca em março. Entre os fatores que ocasionaram o fenômeno, estão as chuvas abaixo da média ao longo dos últimos meses, marcada pelo aumento das áreas com seca moderada e/ou grave em parte de Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.

Tipos de seca
A seca fraca, segundo o Monitor das Secas, ocasiona a diminuição do plantio e crescimento de pastagens. Os municípios pertencentes a esta faixa começam a apresentar déficits hídricos prolongados e o plantio quase não são recuperados.

A seca moderada ocasiona perda de córregos, reservatórios ou poços com níveis baixos, algumas faltas de água em desenvolvimento. A seca grave representa perda total das pastagens programadas, escassez de água e restrições de água impostas. E a seca extrema gera grandes perdas das pastagens e a escassez de água é generaliza.

A seca excepcional gera perda total das plantações, escassez de água nos reservatórios, córregos e poços de água, criando situações de emergência.

Sobre o Monitor
O Monitor de Secas promove o monitoramento regular e periódico da situação da seca, por meio do qual é possível acompanhar sua evolução, classificando-a segundo o grau de severidade dos impactos observados.

O projeto é coordenado pela Agência Nacional de Águas (ANA), com o apoio da Funceme, e desenvolvido conjuntamente com diversas instituições estaduais e federais ligadas às áreas de clima e recursos hídricos.

Fonte: G1 CE

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