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Cidades cearenses que decretaram lockdown tiveram pico de infecções por Covid-19 em abril

Lavras da Mangabeira foi um dos municípios que adotaram o isolamento social restritivo (Divulgação)

Em comum entre as cinco cidades do interior cearense que estão em isolamento social rígido, está o pico de infecções registrado nas duas primeiras semanas de abril. Com exceção de Quixadá, no Sertão Central, todos os outros municípios tiveram, neste período, a maior média móvel de casos confirmados desde o início da pandemia.

De forma proporcional, o aumento mais significativo aconteceu em Baturité, cidade serrana que fica a 97 km de Fortaleza. O pico da média móvel foi registrado no dia 16 de abril, quando os indicadores do IntegraSus, plataforma oficial da Secretaria da Saúde (Sesa) do Estado, apontaram média de 27,57.

O número é 138,2% superior a até então maior média móvel (11,57), verificada em 10 de maio do ano passado, quando o Ceará enfrentava ainda a primeira onda.

Em seguida está Capistrano, cidade distante apenas 25km de Baturité. O Município viu a média móvel de infecções atingir a marca de 18,85 no dia 7 de abril. O índice é 112,9% maior ao pico que fora registrado na primeira onda, quando em 22 de julho do ano passado, a média móvel chegou a 8,85.

Pacoti é mais uma cidade da Serra de Baturité que viu os casos dispararem em rápida velocidade neste mês. A média móvel de novos casos no Município chegou a 11,57 no último dia 8. O número é 88,4% superior à média móvel registrada em 20 de junho do ano passado (6,14), até então a mais alta da pandemia.

A cidade de Lavras da Mangabeira, na região Sul do Estado, também registrou seu pico neste mês, embora o número esteja próximo da então maior média móvel já registrada. No dia 15 de abril, a média móvel chegou a 16, sensivelmente maior que a média do dia 3 de março do ano passado (15,85).

Dentre as cinco em lockdown, Quixadá foi a única que não ultrapassou o pico de casos de 2020. A média móvel chegou a 43,71 no dia 16 de abril, levemente inferior à média do dia 21 de maio do ano passado (50,57). No entanto, a média de abril está 142,8% maior que verificada um mês antes, quando no dia 16 de março a média móvel no Município chegou a 18.

Todos os dados foram extraídos do IntegraSus e podem sofrer atualização nos próximos dias. Isso pode acontecer porque há uma gama de casos ainda em investigação. Com o resultado dos testes, esta média pode subir ou declinar.

Quatro das cinco cidades têm o isolamento social restritivo vigente até este domingo, dia 25. Os gestores ainda não se pronunciaram se a medida vai ser prorrogada. Já em Quixadá, o lockdown segue até o próximo dia 2 de maio.

Ocupação nos leitos

O aumento nos casos de infecção impacta diretamente na demanda das unidades hospitalares. Das cinco cidades, apenas Quixadá conta com leitos de UTIs. Nas demais, os pacientes têm que ser encaminhados a outros hospitais, o que acaba criando uma cadeia generalizada de demanda.

Segundo dados do IntegraSus, a taxa de ocupação geral dos leitos de UTI do Ceará está atualmente em 92,02%, já a ocupação das enfermarias é de 76,44%. Em Quixadá, por exemplo, dos dez leitos de UTI, nove estão ocupados. Na cidade vizinha de Quixeramobim, o cenário é semelhante. Dos 56 leitos de UTI existentes no Hospital Regional do Sertão Central (HRSC), somente um está vago.

Com leitos lotados em muitas regiões, pacientes aguaram na fila de espera por uma vaga nas unidades públicas. São 400 à espera de leitos de enfermaria e 204 pacientes que esperam por leitos de UTI, no Ceará.

Fonte: Diário do Nordeste

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