Foto: Gabriela Meneses/Dcom-UFCA

A Universidade Federal do Cariri (UFCA), em parceria com o município de Juazeiro do Norte, atuará no programa Famílias Fortes, de fortalecimento de vínculos familiares e prevenção ao uso de drogas por crianças e adolescentes. O lançamento ocorreu na manhã desta quarta-feira, 3 de novembro de 2021, na Reitoria da Universidade, com a presença do reitor Ricardo Ness, do prefeito Glêdson Bezerra e das equipes que trabalharão nas atividades. As primeiras ações iniciaram ainda na tarde do mesmo dia, com 40 famílias do bairro Frei Damião, em Juazeiro do Norte.

Pensado e financiado pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, do Governo Federal, a execução do programa no município depende de esforços conjuntos da UFCA e da Prefeitura de Juazeiro do Norte. De acordo com a coordenadora do Famílias Fortes na Universidade, a professora Waléria Menezes, o objetivo é atuar na prevenção de comportamentos de risco entre crianças e adolescentes, por meio do fortalecimento de vínculos familiares. Para isso, a equipe da universidade trabalhará junto aos Centros de Referência em Assistência Social (Cras).

Atividades do programa
Conforme Waléria Menezes, junto com a equipe da Prefeitura, foram escolhidos quatro Cras, localizados em territórios com tendência ao envolvimento de crianças e adolescentes em situações de risco: Frei Damião, Triângulo, João Cabral e Timbaúbas. Antes de iniciar o trabalho em cada um dos Cras, serão escolhidas famílias que não estejam em situação de abuso de drogas, já que se trata de um trabalho preventivo. No Frei Damião, 40 famílias já estão participando.

“Esses quatro Cras escolhidos foram aqueles em que a gente identificou situações de mais vulnerabilidade nas famílias que acompanhamos. Nós [Cras], enquanto proteção social, trabalhamos na prevenção, identificando quem precisa prevenir”, explicou a diretora de Proteção Social Básica da Prefeitura, Isabella Larissa Angelo Silva, fazendo a relação entre o trabalho já promovido pelos Cras no município e a área de atuação do projeto, que se dedica a prevenir as situações de risco.

O programa terá quatro ciclos ao todo, um em cada um dos territórios escolhidos. O primeiro ciclo, no Frei Damião, deve seguir até o final do ano. Os demais ocorrerão em 2022. A equipe da Universidade estará presente em cada um dos territórios por cerca de dois meses, trabalhando com as famílias em sete encontros. Nesses encontros, segundo Waléria Menezes, serão promovidas oficinas temáticas com crianças, adolescentes e adultos (mães, pais e/ou responsáveis) sobre criação de vínculos e uso abusivo de drogas. Esses momentos durarão cerca de três horas.

Equipe
Para conduzir as oficinas, a UFCA organizou uma equipe de facilitadores, formada por duas assistentes sociais e bolsistas de diversos cursos – três de Medicina, dois de Administração Pública, um de Jornalismo, dois de Serviço Social e um de Psicologia. Os bolsistas estão sendo orientados pela professora Liana Esmeraldo, que também coordena o projeto pela UFCA. Já por parte da Prefeitura, estão à frente, além de Isabella Angelo, a secretária executiva da Secretaria de Desenvolvimento Social e Trabalho, Maridiana Figueiredo Dantas, e a secretária de Desenvolvimento Social e Trabalho, Zulneide Rodrigues.

A equipe passou por uma capacitação a distância sobre a atuação dos facilitadores, disponibilizada pelo Ministério.

Além disso, existe uma equipe de apoio, formada por servidores técnico-administrativos da UFCA para auxiliar nas atividades. São duas psicólogas, dois assistentes sociais, duas administradoras e uma pedagoga.

Lançamento
Durante o lançamento do programa, o reitor da UFCA, professor Ricardo Ness, ressaltou a importância da parceria entre Universidade e Prefeitura para tocar o projeto e o empenho das pessoas envolvidas. “Percebo pessoas muito empenhadas, que colocam o coração nesse trabalho”, destacou. Já o prefeito de Juazeiro do Norte, frisou a importância do projeto para a população e falou sobre a necessidade de territorializar a assistência social, incluindo o aumento do número de Cras. “Temos que buscar financiamento para isso”, disse. 

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