O câncer de pênis começa como uma ferida que não cicatriza e, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), ele é raro, com maior incidência em homens a partir dos 50 anos, embora possa atingir também os mais jovens. No Brasil, ele representa 2% de todos os tipos de câncer que atingem o homem, sendo mais frequente nas regiões Norte e Nordeste, onde o nível socioeconômico das pessoas é muito baixo.

O Atlas de Mortalidade por Câncer (SIM) registrou, no ano de 2019, 458 óbitos pela comorbidade. “Muitas vezes o paciente esconde por medo e preconceito e só procura atendimento médico em uma fase avançada quando não suporta a dor e o incômodo”, disse o médico Urologista, Thales Coutinho, integrante da Urorim. Na última semana o especialista necessitou fazer a amputação de um órgão em um dos seus pacientes devido o estado avançado da doença, então o diagnóstico precoce é essencial.

Fatores de risco e prevenção

Dentre os fatores que aumentam o risco estão: baixas condições socioeconômicas e de instrução, má higiene íntima, estreitamento do prepúcio e infecção pelo vírus HPV (papilomavírus humano). Para prevenir o câncer de pênis, é necessário fazer a limpeza diária do órgão com água e sabão, principalmente após as relações sexuais e a masturbação. É fundamental ensinar aos meninos desde cedo os hábitos de higiene íntima, que devem ser praticados todos os dias.

A cirurgia de fimose é outro fator de prevenção. A operação é simples e rápida e não necessita de internação. Bons hábitos de higiene reduzem o risco tanto em homens que realizaram quanto nos que não realizaram a cirurgia. A utilização do preservativo é imprescindível em qualquer relação sexual, já que a prática com diferentes parceiros sem o uso de camisinha aumenta o risco de desenvolver a doença.

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Assessoria Commonike

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